Posts Tagged ‘atlético paranaense’

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Habemus centroavantis

01/06/2009

Foram anos com jogadores de qualidade discutível no comando do ataque do C.R.Flamengo. Só pra citar alguns: Jean, Negreiros, Rafael Gaúcho, Dill, Marcos Denner, Dimba, Josafá, entre outros tantos… Desde Romario, na realidade o último grande centro avante a vestir o manto sagrado rubro negro.

Mas, até que enfim em anos o torcedor Rubro Negro tem “aquele” cara lá na frente. Aquele que preocupa o zagueiro. Que dá opção forte na bola aérea.

Adriano não é uma virtuosidade de técnica. Mas é sim, um centro avante de padrão mundial. Poderia estar em jogando em qualquer time da Europa. Para não ser injusto, eu diria que Nilmar, Ronaldo e Fred estão no mesmo nivel dele, guardados os devidos estilo de jogo.

E ele hoje, muito aquém de sua melhor forma física desequilibrou. Quem acompanha o Flamengo, percebe isso com clareza. Emersom, Josiel, Obina (que foi para o Palmeiras) se esforçavam. Ninguém nunca reclamou de falta de determinação. Mas a diferença técnica e de presená de área é abissal. Algo como um jogo de juvenis para profissionais. Impresionante mesmo.

adriano_flaA festa da Nação Rubro Negra foi linda. Única. 71.ooo pessoas (recorde do Brasileirão 2009) foram ver a estréia de Adriano no Flamengo.

O Flamengo venceu o jogo por 2×1, mas deveria ter sido 2×0… O festejado árbitro Leonardo Gaciba inventou um penalty completamente inexistente. Foi no máximo falta fora da área. Assim o Furacão diminuiu, mas não foi suficiente para atrapalhar a alegria do torcedor flamenguista de ter de volta um grande centro avante.

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Frases para não esquecer

31/05/2009

“Assustado? Não, de jeito nehum. O Adriano é jogador igual a gente. O que aconteceu foi que fui cortar o cruzamento e peguei mal na bola. Fiz o gol contra, mas não teve nada a ver com a presença do Adriano.”

Antonio Carlos – Zagueiro do Atlético Paranaense – Tentando explicar o gol contra que fez no Maracanã quando marcava o atacante flamenguista Adriano.

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Brasileirão 2009 – terceira rodada

25/05/2009

Foi um fim de semana em que o FLANEWS não teve atividade, por conta de uma viagem. E também para descansar um pouco desse negócio de posts diários. Enfim, baterias regarregadas, vamos a algumas ntoinhas sobre a rodada do Campeonato Brasileiro 2009.

  • No sábado, o Corinthians com time misto e sem Ronaldo, recebeu o Barueri (Gremio Barueri é um nome horrível) e não conseguiu vencer a equipe do atacante Pedrão. 2×1 para o Timão com direito a gol de Souza, o criticado!
  • O Cruzeiro foi anfitrião do Vitória e a diferença técnica entre os 2 times ficou evidente no placar de 2×0, com os dois gols marcados pelo distribuidor de cotoveladas Kleber.
  • Em Goiânia, o Internacional com 7 reservas encarou o Goiás. O time gaúcho foi até pressionado mas conseguiu fazer o gol da vitória no fim do segundo tempo com o garoto Taison.
  • Já no domingo, Palmeiras x São Paulo empatarm no Palestra Italia num jogo com arbitragem polêmica e grande atuação dos goleiros. Marcos segue em 2009 com uma regularidade ade atuações de alto nível. Já o São Paulo, chegou a 2 pontos mas Muricy pareceu não estar tão preocupado com isso na entrevista coletiva.
  • No Maracanã, aconteceu a primeira goleada do campeonato. O visitante Santos não tomou conhecimento do confuso e mal treinado Fluminense e marcou 4×1. Como registro, a expulsão do lateral tricolor Eduardo Ratinho após entrada grosseira no garoto Neimar.
  • Gremio x Botafogo foi um jogo mais ou menos como Cruzeiro x Vitoria. A diferença técnica é muito grande entre os 2 times e só com muita sorte o time carioca conseguiria um bom resultado em Porto Alegre. O gremio lutará na parte de cima da tabela e o Botafogo na de baixo.
  • Na Arena da Baixada, uma virada improvável do bravo Nautico contra o Atlético Paranaense. 3×2 com virada a partir de 2×0… O Furacão é bem fraco em 2009.
  • No ABC paulista, o Flamengo teve maioria da torcida contra o Santo André. Josiel (por incrível que pareça) resolveu um jogo que não foi fácil. Mas se o Rubro Negro aspira conquistas maiores nesse brasileirao, nao podia perder ponto para o pequeno time paulista.
  • O Sport ainda parece desnorteado após a eliminação da taça Libertadores. Perdeu em casa para o Atlético-MG por 3×2. Aliás, no Galo Mineiro, o criticado Celso Roth vem iniciando um trabalho interessante. Melhor esperar um pouco mais para falar a respeito.
  • Por fim, em Floripa, o Avaí recebeu o Coritiba. Chances para ambos os lados e o resultado final foi um apaziguador 2×2.
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Ser torcedor

31/10/2008

Não falarei especificamente do jogo de ontem. Não vou descrever a atuação dos melhores, dos piores, apontar culpados, escolher heróis, nem tampouco fazer cálculos e estudar a tabela. Quero apenas falar um pouco sobre a emoção e o sentimento que este esporte chamado futebol desperta em muitos fanáticos, como eu.

Sou uma vascaína no meio de uma família tricolor. Tenho um pai apaixonado pelo Fluminense e uma irmã que seguiu seus passos. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo jogos em radinhos de pilha, sempre ao lado do meu pai. Todo aquele ritual semanal, a expectativa pelos grandes jogos, os gols, as viradas, a festa das torcidas, me fizeram crescer como uma intensa admiradora do esporte. E com o tempo, por algum motivo que não sei até hoje apontar, talvez subjetivo demais para que eu consiga entender algum dia, eu, mesmo rodeada de tricolores, escolhi ser vascaína. Ou melhor: escolhi ser uma apaixonada pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Não tive influência de nada, nem ninguém. Cultivei meu amor pelo clube sozinha e, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não só resistiu como cresceu, mesmo sob os olhares tortos e desconfiados daqueles que me viram nascer em berço verde e grená. Fui uma vascaína solitária, daquelas sem um tio para me levar a São Januário, ou amigo próximo pra compartilhar a torcida. E quem disse que isso seria empecilho para que eu fosse cada vez mais apaixonada pelo Vasco?

Tenho o hábito de ir sozinha aos jogos do meu time. Não só porque sou a única que carrega a cruz de malta no peito na família, mas também porque, com o tempo, me descobri uma torcedora mais concentrada, que leva tão a sério um jogo que é preciso abstrair de tudo e todos para conseguir lidar com toda a carga de emoção que uma partida envolve. Não que eu xingue e desconte tudo em quem estiver do meu lado, mas às vezes nossa paixão é tão grande que muita gente não consegue entender por que diabos você está quase enfartando, já que aquilo é “apenas um jogo de futebol”. Não é algo que dê para explicar. Já tentei, não dá.

Na quarta, véspera do jogo contra o Atlético Paranaense, antes de dormir abri em meu computador um vídeo sobre a famosa Virada do Século, o jogo em que o Vasco virou um 3 a 0 para inacreditáveis 4 a 3. Naquele 20 de dezembro de 2000, optei por não ir a minha festa de formatura do colégio para ver, pela televisão, meu time jogar mais uma final. Talvez uma das minhas decisões mais sábias como torcedora. Mas… o que mudou de lá pra cá? A mesma emoção que senti ao ver aquela bola de Romário estufar a rede palmeirense aos 48 minutos do segundo tempo, senti quando revi as imagens do jogo pela internet, e continuo sentindo até hoje quando vejo o Vasco em campo. Nas vitórias difíceis ou fáceis, nas sofridas derrotas ou nos empates mais sem graça; campeão com gols históricos, ou ameaçado pelo rebaixamento, a torcida e a devoção permanecem.

O empate de ontem não nos rebaixou, mas deixou um sentimento ruim de que é preciso realmente se preparar para o pior. Se a culpada é a antiga diretoria, o elenco, o técnico, nada disso importa no momento. Agora, é preciso apenas honrar a camisa, e acreditar até onde existir esperança. Pois a história do Vasco mostra exatamente isso, desde a luta pelos negros no futebol, até a vitória histórica na Copa Mercosul. Somos o time da virada e do amor, como nós mesmos cantamos. E, se ainda assim, o objetivo não for alcançado e o que mais tememos acontecer, o que mudará?

Não sei, talvez depois que tudo isso passar, pro bem ou pro pior, já não importe tanto. Porque, independente de qualquer coisa, de vitórias ou derrotas, de alegrias ou gozações, de radinhos de pilha ou vídeos na internet, uma coisa é certa: a eterna emoção de ver a cruz de malta entrar em campo será sempre a mesma.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e fanática pelo clube de São Januário. Escreve gentilmente no FLANEWS a convite da administração.