Posts Tagged ‘segunda divisão’

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Asas para o título

14/12/2009

Como não é só de Flamengo que vive esse blog, é bacana trazer essa notícia futebolística que é no mínimo inusitada.

Como de costume, a Red Bull investe pesado em esportes já não é de hoje, e depois de botar alguns times pra jogar por diversos países no mundo, trouxe para cá o Red Bull Brasil, time de futebol brasileiro da marca de energéticos.

O Red Bull Brasil já está jogando por aqui há dois anos, e agora nesse fim do ano, acaba de consquistar a segunda divisão do campeonato paulista. Pra quem não sabe: o campeonato Paulista é dividido em 4 partes, serie A1, A2, A3 e Segunda Divisão. Com o título, o time passa a disputar a série A-3. Se continuar neste ritmo, o time liderado por Jair Picerni chega ao Paulistão em 2011. Já imaginou a Mayra comentando Corinthians x Red Bull ou o Diego falando de São Paulo x Red Bull? Realmente curioso.

Em tempo, o campeonato Brasileiro Série D elege os melhores times de cada estado que já não estejam nas series A, B e C. Ou seja, se em 2012 o Red Bull mandar bem no Paulistão, entra de vez na disputa do Campeonato Brasileiro, galgando as séries até chegar à primeira divisão do Brasileirão.

O Flamengo te aguarda Red Bull Brasil!

Foto: João Pires/ Red Bull Photofiles
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Coluna do Carlinhos

04/08/2009

Saco de Pancada

É, família tricolor, depois de uma arrancada espetacular rumo à segunda divisão, o Fluminense vai consolidando sua posição de saco de pancada do campeonato. Venham, podem chegar que é mole. Brilhantemente montado pela sumidade Alexandre Faria, que depois de passar vários anos fracassados no Atlético-MG, veio ajudar a enterrar o tricolor. Com o elenco que ele, Traffic e Unimed montaram, realmente nos habilitamos a levar porrada de qualquer time de colegial. E que o bisonho Horcades não invente um amistoso contra o time das freiras Carmelitas pois a chance de levar uma chinelada grotesca é grande.

Não vamos falar aqui do recém-chegado padeiro, pois está visto que com ele o time perde muito menos feio do que com o Professor Pé-de-Uva. Não vamos comentar a indigência dos laterais e cabeças de área, do incompetente e nervosinho Fred, do bichado Leandro Amaral, do goleiro (sic) FH (Frango Humano) e demais cabeças de bagre. Este ano a nação tricolor pode esperar sentada pois nós JÁ ESTAMOS na segunda divisão. Esqueçam qualquer chance de ver este time brigar, pois não me parece possível que um bando de derrotados, desacreditados e perebas como esses possam sequer tentar se livrar do rebaixamento.

A torcida, é claro, não merece este espetáculo dantesco. Mas Horcades, Celso Barros e companhia (diretoria, comissão técnica e estes invertebrados que se dizem jogadores profissionais), merecem cair. Estão se esforçando muito. Merecem ver esta demonstração insofismável do amadorismo pleno, no pior sentido da palavra, dar frutos. Frutos podres. Talvez nem na queda para a terceirona tenhamos visto um time tão ruim e fácil de ser batido.

Ano que vem, só restará juntar os cacos do que sobrar na queda. E vai ser uma queda bem feia. Meu medo mesmo é esse pessoal horroroso que habita as Laranjeiras se sentir à vontade na segundona e não querer mais voltar…

Atualização: Alexandre Faria foi demitod hoje à tarde. Tchau!!! Mas ainda falta muito.

Carlos Clark já desistiu. Gostaria de ver o Flu jogar em qualquer divisão, desde que com raça e amor à camisa. Colabora com a Fla&News com notícias do valão futebolístico.

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Frases para não esquecer

10/05/2009


“- O Vasco merecia o resultado. Fico feliz que vencemos uma grande equipe, bem dirigida e com trabalho consistente.”

Dorival Junior – Técnico do Vasco – Falando sobre a vitória de sua equipe sobre o grande time do Brasiliense.

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Pearl Harbor vascaíno

09/12/2008

 

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7 de dezembro. O dia da infâmia dos americanos, em homenagem ao ataque japonês que marcou a entrada do país na Segunda Guerra, agora também é dos vascaínos. Qual o Missouri afundado no Havaí, a caravela cruzmaltina não resistiu e também foi a pique.

 

Culpe-se o timoneiro, trocado já em mares revoltos. Culpe-se o ex-timoneiro, que levou o Vasco da glória ao fracasso. Ironia chegar à segundona pelas mãos do Dinamite, que tem se mostrado tão inapto ao cargo. Sem nenhuma experiência, o que faz o cartola vascaíno?

As coisas definitivamente não parecem boas com o Bob.

 

Começou o ano com o Romário de técnico – meu Deus! – Depois foi de Alfredo Sampaio, o Delegado e ainda o inacreditável Tita em uma aparição bisonha como treinador.

 

vasco-segunda-divisao71Renato, apesar de limitado, não tem culpa. Quem o trouxe, sim. O time, fraco, é o que fizeram. Estava em oitavo quando Eurico saiu. Penso que após o apogeu da Libertadores, o Vasco foi se apequenando, olhando apenas para o seu próprio umbigo (do Eurico, claro) limitando-se a jogar em São Januário para platéias menores, ao invés de ter a honra e o privilégio de usar o Maracanå. Ficou longe da imprensa e da própria torcida. Foi cavando aos poucos o seu buraco.vasco-segunda-divisao61

 

Já vi esse filme, e sei que dói. Se o vascaínos de bem não se movimentarem rápido, e entenderem do que se trata jogar uma segunda divisão, prevejo dias de decepção para a galera do bacalhau da colina. Não vai ser moleza e também por experiência própria sei que pode piorar muito. Depois de passarem tantos anos dando suporte político a um comando despótico e suspeito, cabe a eles mesmos darem um destino diferente ao clube. O Vasco tem tradição de sobra para superar esse naufrágio, mas se não prestarem muita atenção, vai afundar de novo.vasco-segunda-divisao101

 

 

Carlos Clark é tricolor e colabora com o FLANEWS. Acompanhou a hecatombe vascaína e sabe que apesar das gozações, não foi bom para o futebol carioca.

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Isto é futebol

03/11/2008

 

Hoje fala o torcedor. Não vou aqui explicar uma derrota destas. Não tem como. Ressucitamos um defunto. Morto. Mortinho da silva. Babau. Como é que uma coisa destas acontece? Jogamos melhor, tomamos as rédeas do jogo, tivemos mais chances, estávamos melhor posicionados em campo, melhor preparados fisicamente, o time é melhor, o treinador é melhor. Na balança: mais uma atuação daquelas bisonhas do Washington e quando o René tirou o Fabinho para jogar com o Ciel ficamos com um a menos em campo. Mas a bola entrou. É a história de milhares de Flu x Vasco dos últimos 20 anos. Jogamos melhor e perdemos. Vou repetir os chavões: não existe justiça em futebol, quem não faz, leva. Vale a máxima Muriciana: A bola pune! Sai zica!

 

Carlos Clark é tricolor doente e ontem viu estarrecido a derrota de seu time. Colabora com a FLANEWS com notícias e impressões do clube Tricolor.

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Ser torcedor

31/10/2008

Não falarei especificamente do jogo de ontem. Não vou descrever a atuação dos melhores, dos piores, apontar culpados, escolher heróis, nem tampouco fazer cálculos e estudar a tabela. Quero apenas falar um pouco sobre a emoção e o sentimento que este esporte chamado futebol desperta em muitos fanáticos, como eu.

Sou uma vascaína no meio de uma família tricolor. Tenho um pai apaixonado pelo Fluminense e uma irmã que seguiu seus passos. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo jogos em radinhos de pilha, sempre ao lado do meu pai. Todo aquele ritual semanal, a expectativa pelos grandes jogos, os gols, as viradas, a festa das torcidas, me fizeram crescer como uma intensa admiradora do esporte. E com o tempo, por algum motivo que não sei até hoje apontar, talvez subjetivo demais para que eu consiga entender algum dia, eu, mesmo rodeada de tricolores, escolhi ser vascaína. Ou melhor: escolhi ser uma apaixonada pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Não tive influência de nada, nem ninguém. Cultivei meu amor pelo clube sozinha e, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não só resistiu como cresceu, mesmo sob os olhares tortos e desconfiados daqueles que me viram nascer em berço verde e grená. Fui uma vascaína solitária, daquelas sem um tio para me levar a São Januário, ou amigo próximo pra compartilhar a torcida. E quem disse que isso seria empecilho para que eu fosse cada vez mais apaixonada pelo Vasco?

Tenho o hábito de ir sozinha aos jogos do meu time. Não só porque sou a única que carrega a cruz de malta no peito na família, mas também porque, com o tempo, me descobri uma torcedora mais concentrada, que leva tão a sério um jogo que é preciso abstrair de tudo e todos para conseguir lidar com toda a carga de emoção que uma partida envolve. Não que eu xingue e desconte tudo em quem estiver do meu lado, mas às vezes nossa paixão é tão grande que muita gente não consegue entender por que diabos você está quase enfartando, já que aquilo é “apenas um jogo de futebol”. Não é algo que dê para explicar. Já tentei, não dá.

Na quarta, véspera do jogo contra o Atlético Paranaense, antes de dormir abri em meu computador um vídeo sobre a famosa Virada do Século, o jogo em que o Vasco virou um 3 a 0 para inacreditáveis 4 a 3. Naquele 20 de dezembro de 2000, optei por não ir a minha festa de formatura do colégio para ver, pela televisão, meu time jogar mais uma final. Talvez uma das minhas decisões mais sábias como torcedora. Mas… o que mudou de lá pra cá? A mesma emoção que senti ao ver aquela bola de Romário estufar a rede palmeirense aos 48 minutos do segundo tempo, senti quando revi as imagens do jogo pela internet, e continuo sentindo até hoje quando vejo o Vasco em campo. Nas vitórias difíceis ou fáceis, nas sofridas derrotas ou nos empates mais sem graça; campeão com gols históricos, ou ameaçado pelo rebaixamento, a torcida e a devoção permanecem.

O empate de ontem não nos rebaixou, mas deixou um sentimento ruim de que é preciso realmente se preparar para o pior. Se a culpada é a antiga diretoria, o elenco, o técnico, nada disso importa no momento. Agora, é preciso apenas honrar a camisa, e acreditar até onde existir esperança. Pois a história do Vasco mostra exatamente isso, desde a luta pelos negros no futebol, até a vitória histórica na Copa Mercosul. Somos o time da virada e do amor, como nós mesmos cantamos. E, se ainda assim, o objetivo não for alcançado e o que mais tememos acontecer, o que mudará?

Não sei, talvez depois que tudo isso passar, pro bem ou pro pior, já não importe tanto. Porque, independente de qualquer coisa, de vitórias ou derrotas, de alegrias ou gozações, de radinhos de pilha ou vídeos na internet, uma coisa é certa: a eterna emoção de ver a cruz de malta entrar em campo será sempre a mesma.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e fanática pelo clube de São Januário. Escreve gentilmente no FLANEWS a convite da administração.

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Primeira batalha vencida

25/10/2008

Começo este texto incentivando todos os vascaínos: vamos acreditar. A vitória de quarta-feira diante do Goiás no Serra Dourada não nos tirou da zona de rebaixamento, mas mostrou que é possível, sim, sair da situação em que nos encontramos. Se não temos a técnica nem a qualidade que gostaríamos, ao menos vimos um time que, jogando com vontade e garra, pode nos levar às vitórias que precisamos nessa reta final.

Assim como no jogo do último domingo, o Vasco jogou melhor que seu adversário, mas desta vez saiu merecidamente com os 3 pontos. E teve ainda um Edmundo que a torcida não via há muito tempo, talvez em uma de suas melhores partidas desde que retornou à Colina. Teve técnica, espírito de luta, liderança e muita competência tanto para marcar o primeiro gol, num rebote do goleiro do time goiano, quanto para converter o pênalti que selou a vitória vascaína. Edmundo foi aquele jogador que o time de jovens do Vasco precisa que ele seja. Se dosar suas energias, como fez para esta partida ficando dois jogos de fora, o Animal pode ainda voltar a ter ótimas atuações.

O mais importante deste jogo, além das boas exibições de jogadores essenciais para o time, como Edmundo e Alex Teixeira (que finalmente deixou de lado o seu costumeiro cai-cai, para jogar com velocidade e objetividade), foi ver que o Vasco soube se recuperar dentro da partida depois de sofrer o empate. Sei que depois do segundo gol goiano, muitos torcedores pensaram que veríamos novamente os 3 pontos escaparem, mas o tempo para o desânimo foi curto. O terceiro gol logo veio, e a partir daí o Vasco dominou um assustado Goiás, que provavelmente não imaginava que o time carioca fosse demonstrar tanta vontade. O quarto, de pênalti, serviu apenas para confirmar a vitória.

Não sei se vale a pena destacar negativamente alguma atuação, pois a maior parte do time esteve bem, inclusive o técnico Renato, a quem podemos atribuir esse novo gás no ânimo dos jogadores. E nada além disso. Os problemas na defesa continuam, ainda que, nesta partida, ela tenha comprometido menos. Fernando esteve bem, e terminou a partida tendo cometido apenas uma falta, e, para a nossa sorte, desta vez Jorge Luis não fez nenhuma grande lambança, o que já é uma vantagem.

O próximo jogo será contra o também ameaçado Atlético Paranaense, em São Januário. Não podemos nem pensar no empate, pois qualquer tropeço, agora, será definitivo para selar nosso destino. Se mantivermos até o final do campeonato a mesma disposição que demonstramos nas últimas 3 partidas, com um Edmundo cheio de gás e Leandro Amaral de volta ao time, a recuperação não será impossível. E agora, com a sorte voltando para o nosso lado, posso acreditar que dependemos unicamente de nossa grandeza e força.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e uma torcedora apaixonada pelo Clube de São Januário. Escreve sobre o Vasco da Gama no FLANEWS a convite da Administração.