Archive for outubro \31\UTC 2008

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Ser torcedor

31/10/2008

Não falarei especificamente do jogo de ontem. Não vou descrever a atuação dos melhores, dos piores, apontar culpados, escolher heróis, nem tampouco fazer cálculos e estudar a tabela. Quero apenas falar um pouco sobre a emoção e o sentimento que este esporte chamado futebol desperta em muitos fanáticos, como eu.

Sou uma vascaína no meio de uma família tricolor. Tenho um pai apaixonado pelo Fluminense e uma irmã que seguiu seus passos. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo jogos em radinhos de pilha, sempre ao lado do meu pai. Todo aquele ritual semanal, a expectativa pelos grandes jogos, os gols, as viradas, a festa das torcidas, me fizeram crescer como uma intensa admiradora do esporte. E com o tempo, por algum motivo que não sei até hoje apontar, talvez subjetivo demais para que eu consiga entender algum dia, eu, mesmo rodeada de tricolores, escolhi ser vascaína. Ou melhor: escolhi ser uma apaixonada pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Não tive influência de nada, nem ninguém. Cultivei meu amor pelo clube sozinha e, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não só resistiu como cresceu, mesmo sob os olhares tortos e desconfiados daqueles que me viram nascer em berço verde e grená. Fui uma vascaína solitária, daquelas sem um tio para me levar a São Januário, ou amigo próximo pra compartilhar a torcida. E quem disse que isso seria empecilho para que eu fosse cada vez mais apaixonada pelo Vasco?

Tenho o hábito de ir sozinha aos jogos do meu time. Não só porque sou a única que carrega a cruz de malta no peito na família, mas também porque, com o tempo, me descobri uma torcedora mais concentrada, que leva tão a sério um jogo que é preciso abstrair de tudo e todos para conseguir lidar com toda a carga de emoção que uma partida envolve. Não que eu xingue e desconte tudo em quem estiver do meu lado, mas às vezes nossa paixão é tão grande que muita gente não consegue entender por que diabos você está quase enfartando, já que aquilo é “apenas um jogo de futebol”. Não é algo que dê para explicar. Já tentei, não dá.

Na quarta, véspera do jogo contra o Atlético Paranaense, antes de dormir abri em meu computador um vídeo sobre a famosa Virada do Século, o jogo em que o Vasco virou um 3 a 0 para inacreditáveis 4 a 3. Naquele 20 de dezembro de 2000, optei por não ir a minha festa de formatura do colégio para ver, pela televisão, meu time jogar mais uma final. Talvez uma das minhas decisões mais sábias como torcedora. Mas… o que mudou de lá pra cá? A mesma emoção que senti ao ver aquela bola de Romário estufar a rede palmeirense aos 48 minutos do segundo tempo, senti quando revi as imagens do jogo pela internet, e continuo sentindo até hoje quando vejo o Vasco em campo. Nas vitórias difíceis ou fáceis, nas sofridas derrotas ou nos empates mais sem graça; campeão com gols históricos, ou ameaçado pelo rebaixamento, a torcida e a devoção permanecem.

O empate de ontem não nos rebaixou, mas deixou um sentimento ruim de que é preciso realmente se preparar para o pior. Se a culpada é a antiga diretoria, o elenco, o técnico, nada disso importa no momento. Agora, é preciso apenas honrar a camisa, e acreditar até onde existir esperança. Pois a história do Vasco mostra exatamente isso, desde a luta pelos negros no futebol, até a vitória histórica na Copa Mercosul. Somos o time da virada e do amor, como nós mesmos cantamos. E, se ainda assim, o objetivo não for alcançado e o que mais tememos acontecer, o que mudará?

Não sei, talvez depois que tudo isso passar, pro bem ou pro pior, já não importe tanto. Porque, independente de qualquer coisa, de vitórias ou derrotas, de alegrias ou gozações, de radinhos de pilha ou vídeos na internet, uma coisa é certa: a eterna emoção de ver a cruz de malta entrar em campo será sempre a mesma.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e fanática pelo clube de São Januário. Escreve gentilmente no FLANEWS a convite da administração.

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Futebol dos pampas

31/10/2008

A palavra volante para alguns significa jogador quebrador de bola, mas aqui no sul temos dois exemplos de jogadores, que são volantes e não são quebradores de bola: Rafael Carioca e Guiñazu.

O volante colorado chamado de “El loco” é o esteio do meio de campo colorado, dono de um fôlego de dar inveja a muito maratonista, para quem acompanha os jogos do colorado vê a disposição do gringo em campo corre de um lado para o outro desarmando jogadas adversárias e as vezes chega ao ataca armando jogadas para os atacantes colorados, peca em um quesito dificilmente o torcedor verá “El loco” chutando a gol, contudo isso, é fácil adivinhar porque é um dos ídolos da torcida colorada.

Ao falar com os torcedores gremistas dificilmente algum deixará de apontar o volante Rafael Carioca como um dos principais jogadores do Grêmio neste campeonato brasileiro, volante dono de uma técnica apurada dificilmente o jogador desarma as jogadas com faltas violentas, tanto é que um dos únicos jogadores de linha que participou das 32 partidas do campeonato, a 15 partidas o garoto joga com dois cartões amarelos.


Será o fim dos volantes quebradores de bola?

No jogo desta quarta mais uma vez o Inter se repetiu no campeonato, em uma atuação pifia no 1° tempo e perdendo muitos gols no 2° tempo deu adeus de vez as poucas chances que tinha de disputar a libertadores no ano do centenário.

No jogo do Mineirão o Grêmio foi uma caricatura de time de futebol e tomou um chocolate do Cruzeiro, e de tabela vê seus concorrentes ao titulo encostarem de vez, o quinto colocado que hoje é o Flamengo está a apenas 3 pontos do líder.

Evandro Feltrin é gaúcho, morador de Porto Alegre e torcedor fanático do Internacional. Escreve no FLANEWS semanalmente sobre as coisas do futebol do sul do país.

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Jogos que valem

30/10/2008

 

Nesse texto, falaremos apenas dos jogos de quarta que tinham em campo os 5 “pretendentes” ao título de Campeão Brasileiro 2008.

 

1 – Palmeiras 1 x 0 Goiás

Superando o mal estar entre: Marcos, Diego Souza e Vanderlei Luxemburgo o time paulista foi pra cima do Goiás. Na metade do primeiro tempo, o juiz viu o atacante Kleber ser seguro num cruzamento na área. Penalty! E o artilheiro Alex Mineiro cobrou no canto, sem a ridícula paradinha. No segundo tempo o Palmeiras atacou desordenadamente e no final ficou feliz com o 1 x 0, apesar do time não ter jogado bem. Quem saiu reclamando de tudo (como sempre) foi o Hélio dos Anjos, técnico do Goiás.

 

2 – Botafogo 1 x 2 São Paulo FC

Bom jogo no Engenhão. É impressionante como o São Paulo cresce na hora decisiva. Depois de um primeiro tempo amarrado o jogo pegou fogo no segundo tempo. Numa reposição de bola infeliz, o goleiro Renan entregou o gol para o são paulino Jean. O Botafogo não se abateu e foi pra cima. Em falha de Miranda, o atacante Wellington Paulista empatou. Aí… em outra falha individual, o esforçado Diguinho errou um passe no meio de campo e armou o contra ataque fulminante do São Paulo. Gol do excelente Hernanes. E novamente, o Botafogo não se abateu. Foi ao ataque e empatou num chute de Lucas Silva mas o bandeirinha assinalou impedimento (que não participou da jogada) de Wellington Paulista. Erro infeliz que o árbitro referendou. Resta ao Botafogo mais uma choradeira de seus dirigentes. O São Paulo se fortalece muito na campanha de um possível terceiro título seguido. Há quem considere inevitável.

 

3 – Vitória 0 x 0 Flamengo

O resultado não mostra o que foi o jogo. Ambos os times perderam gols incríveis. O Flamengo tropeçou em seu meio campo sem criatividade. Com Kleberson e Ibson jogando mal, ficou difícil. No segundo tempo, o técnico Caio Jr trocou Marcelinho Paraíba pelo Maxi. E a impressão foi que ele colocou um zagueiro. O primo do Messi não acertou nada  do que tentou. O Vitória dominou boa parte do jogo mas foi incompetente nas conclusões. É muito bom o garoto Marquinhos, já vendido à Traffic e que no ano que vem deve jogar no Palmeiras. O resultado tirou o Flamengo do G4, mas não deve ser considerado ruim. Os próximos 3 jogos do time serão no Maracanã e definirão a vida rubro negra no Brasileirão 2008.

 

4 – Cruzeiro 3 x 0 Grêmio

Atropelamento. Gol com menos de 1 minuto de jogo. O Cruzeiro mostrou futebol de campeão. E o Grêmio, perdido no Mineirão, precisará mais do que nunca levantar a cabeça e mostrar sua força no Olímpico. Fora de casa, no segundo turno, o tricolor gaúcho é um fiasco. Te cuida, Celso Roth!

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Ronaldo, … será?

29/10/2008

Nação Rubro Negra!
Parece que esta chegando a hora. Na última segunda feira, no Programa Bem Amigos, do Sportv, o atacante Ronaldo declarou que está próximo de voltar ao futebol. Vejam aqui.
Ele, que nunca escondeu sua paixão pelo C. R. Flamengo e que se recupera de uma grave contusão no joelho nas dependências do clube desde julho diz que se sente em casa e que gosta dos companheiros.
A verdade é que nem ele tem certeza do nível que vá desenvolver na sua volta ao gramado e pela grandiosa e vencedora história que tem no futebol, não quer se expor a jogar “de favor”. Ronaldo é franco quando diz que “se não atingir um bom nível, tira a chuteira e a joga nos fios dos postes de Bento Ribeiro”.

A verdade é que se ele conseguir pelo menos 50% do que era antes da lesão, o Flamengo e o Futebol Brasileiro ganharão um grande atrativo para a temporada 2009. Em forma, sempre foi perigoso e sem dúvida nenhuma um dos maiores centroavantes da história do futebol mundial.

Vamos aguardar.

E você, leitor do FLANEWS, Rubro Negro ou não, o que acha da possível contratação de Ronaldo pelo Flamengo para 2009?

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Nada de futebol

28/10/2008

 

É bom que seja dito. Não entendo nada de futebol, não do futebol bonito e malemolente praticado aqui pelas plagas do eixo do mal (adoro esse termo).  O futebol que eu conheço é aquele de peleia e sangue na cara. Uma batalha a cada treino e uma guerra por jogo.   

Pode parecer que essas verdadeiras batalhas campais sejam uma ode aos tempos feios em que vivemos hoje em dia. Tremam Calazans, mas não é nada disso. O futebol brasileiro está sucateado como de resto toda a sociedade. Aqui no Rio de Janeiro está cada vez mais difícil sair de casa sem se aborrecer, e o pior é que as únicas vezes que vi o Grêmio ao vivo esse ano foi aqui. Em trágicos espetáculos onde menos por culpa do BurRoth do que dos parvos jogadores apresentamos as piores atuações do time até agora, fora aquela contra o Goiás no Monumental.

 

   A dúvida agora é se o Grêmio vai no 3 5 2 contra as raposas ou no 4 4 2? O que fazer nas alas ou laterais, visto que ninguém joga nada por ali? Paulo Sérgio, Helder, Pico e até o Mattione (tem futuro) deixam espaço na defesa e não acertam um cruzamento sequer lá na frente. A defesa, nosso pilar de sustentáculo, treme toda quando vem bola na área, o Vitor andou engolindo umas frangas, mas já voltou ao normal e segue salvando lá atrás. O Tcheco, nosso craque, está se readaptando depois de tantas lesões e expulsões. Quando pintou o Douglas Costa senti aquela faísca que faltava pra mudar o jogo no segundo tempo, mas o Celsão agora insiste em escalar o guri de saída, e o que é pior, na posição errada. Nossos atacantes se revezam pra marcar um golzinho chorado por jogo, Perea, Soares e Reinaldo parecem ser o mesmo cara, o Marcel parece o Tuta (Deus me livre) e o Morales esta muito mais pra Kong do que King, mas então não está bom? Esta ótimo, amigos.

 

Vocês tem visto os jogos do São Paulo? Até me assusta, pois não joga nada e vence, e o Palmeiras que tem o Luxa Corleonne, um monte de jogador caro e não engrena? O Cruzeiro faz vistas, mas a gurizada é jovem e vai soltar os gases no final. Se vencermos na quarta adeus pra eles. Aí tem o Flamengo, pois é, e o Flamengo? Desse time eu tenho medo. Quando Obina reina e a reta final chega, leia-se robalheira final, eles aparecem. Lembram do Papai Joel? Sempre há perigo, mas eles também podem perder para adversários improváveis em pleno maracanã, então só me resta aguardar. Ah, mas o nível está muito baixo, o campeonato é mixuruca, ninguém apresenta aquele futebol de encher os olhos. Pra muitos isso é preocupante, mas para os tricolores dos pampas, eternos sobreviventes da batalha dos Aflitos, isso é motivo para renovar o brilho no nosso olhar. O alento é grande e substitui a ansiedade, ou pelo menos tenta.

 

Grêmio, nada pode ser maior. Contra tudo e contra todos, o Grêmio vai sair campeão.

 

Vindicatto é gaúcho em exílio voluntário no Rio de Janeiro e torcedor do Grêmio. Colabora com o FLANEWS com uma visão de futebol com sotaque.

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Parabéns

28/10/2008

 

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A mística do uniforme

28/10/2008

Vendo o jogo do último sábado, voltei a uma teoria minha: se o Fluminense tivesse jogado a final da Libertadores de branco, teríamos sido campeões. Eu sei que todo clube tem fases de uniformes, e eu me acostumei a ver o meu time ser campeão sempre de branco, na década de 80. Na Copa do Brasil, não pôde ser de outra forma, então, no mínimo por coerência (estabelecida por mim, é claro), deveríamos sempre vestir a (camisa) branca em decisões.

O uniforme branco sempre foi o meu favorito, embora ache lindo o tricolor (que tenho usado mais ultimamente – a adidas anda acertando). Mas, mais que isso, acredito na mística deste uniforme. Com ele somos mais vencedores. Os adversários respeitam mais,  Ficamos maiores em campo, corremos mais, não sei… Como no sábado, dia de quebrar tabu. Tinha que ser com a branca.

Diferentemente do Flamengo que só usa a rubro-negra, o Flu varia muito mais o uso dos uniformes, criando espaço até para o hediondo uniforme todo grená. Talvez por isso seja ainda mais difícil escolher uma camisa oficial de decisões. No momento jogamos basicamente com a tricolor e os outros são secundários. INJUSTIÇA! Sem falar que desprezamos todo o potencial de vitórias da camisa laranja, um desperdício.

O meu uniforme branco clássico é o da Le Coq Sportif, usado no começo de 1981. Sensacionalmente sóbrio e classudo. Só o escudo e o número (verde), o resto era todo branco com duas listrinhas na lateral do calção. Mas, com este não ganhamos nem turno… coisas do futebol.

E vocês, acreditam na mística do uniforme? Têm preferências? Acham que as cores decidem no campo? Aguardo os comentários.

Carlos Clark é carioca, fanático pelo Fluminense e quer que o espírito do Telê baixe nos tricolores na hora da decisão. Colabora com o FLANEWS com notícias tricolores deste e do outro mundo.