Archive for the ‘Fluminense’ Category

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O triunfo no Recife

16/11/2009

AdrianoEm Recife, Nautico 0 x 2 Flamengo.

Foi um jogo que mostrou o abismo técnico entre um equipe que luta realmente pelo título e outra desesperada, com a corda da série B no pescoço.

O Flamengo decidiu o jogo num lance especial de Adriano que Petkovic definiu. Alias, o Servio fez um raro gol feio no campeonato. Talvez o cansaço provocado pelo calor senegalesco da capital pernambucana tenha contribuído com isso ja que desta vez sua participaçao na partida foi um pouco menor em relação ao jogo passado.

Adriano ainda completou um cruzamento de Ze Roberto no fim do primeiro tempo e marcou seu 19 gol no campeonato, e rumando para a artilharia isolada da competição.

Os jogadores do Nautico tentaram de todas as maneiras insuflar a torcida. A cada encontrão, caíam no chão e pressionavam a arbitragem. A tal ponto que no primeiro tempo, quando ainda estava 1×0 para o Fla, um gol corretamente anulado chamou a atenção. Enquanto o jogador do Nautico comemorava o auxiliar levantava a bandeira e o juiz anulava o tento. Mas, tal foi a pressão pernambucana que o arbitro praticamente promoveu uma conferencia para referendar sua decisao. Jogo parado e jogadores discutindo enquanto ele ouvia os auxiliares e o quarto arbitro. Deu toda a impressao dele estar perguntando pro quarto arbitro o que a tv tinha mostrado. A situação toda foi surreal, mas pelo menos a decisao final foi correta.1365350-7440-ga

Voltando a falar do Rubro Negro.

É hora de exaltar o trabalho brilhante que o Andrade faz na direção da equipe. Os jogadores gostam dele e se esforçam para que suas idéias dêem certo. Existe uma nítida sensação de comprometimento e união. Mais ainda, o elenco que mantém a mesma base a 4 anos mostra certo amadurecimento quanto à disputa do campeonato. Ontem, o Flamengo foi frio, calculista. Fugiu da discussão e evitou a pressão que o enforcado time nordestino pretendeu fazer.

Dessa vez, o Andrade teve que improvisar Ronaldo Angelim na lateral esquerda. Acabou dando certo pois a direita foi liberada e Leo Moura teve participação ativa no jogo, na companhia de Willians.  Bruno também esteve muito bem.

Agora é hora de ter foco no objetivo. Desde 92 não temos chance tão clara. Serão 9 pontos em disputa sendo que 6 deles no Maracanã e 3 no Pacaembu com a Fiel torcendo por nós. A chance de título é real. O São Paulo FC jogará 2 fora de casa, sendo que a primeira é contra o co-irmão Botafogo, que jogará a vida para se salvar de mais um rebaixamento.

Então… O que vai rolar ao fim do Brasileirão mais sensacional dos últimos tempos. Um hexa, ou um hepta?

A conferir.

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Imperial

05/10/2009

 

adriano_no_flaxfluNunca nos cansamos de exaltar o futebol e o quanto este é apaixonante e imprevisível. Mas ontem, na chuvosa tarde carioca, aconteceu o normal. O melhor time venceu.

Melhor não, muito melhor.

A diferença técnica atual entre as equipes de Flamengo e Fluminense é colossal. O time tricolor tem um goleiro mediano, um meia talentoso e uma promessa no ataque. O resto é um mar de “inhos” que constrange o mais apaixonado dos torcedores.

O Flamengo renasceu na janela de transferências, quando perdeu apenas Emersom. Maldonado e Álvaro entraram bem no time, que contou ainda com a fase estupenda de Petkovic e a recuperação do futebol de Zé Roberto. Isso tudo sem falar de Adriano, o maior atacante da América do Sul atualmente. Não existe jogador do mesmo nível atuando abaixo da linha do Equador. Talvez Ronaldo, mas o fenômeno tem mostrado outras prioridades ao invés da recuperação de sua forma física.

Voltando ao jogo. Mais de 82.000 presentes ao Maracanã. Uma festa linda, num clássico que tem o seu charme, apesar da fase triste tricolor.

Apesar da já falada diferença entre as equipes, esperava-se um jogo mais parelho. E até foi no primeiro tempo, quando o flu teve lá suas poucas chances para abrir o placar. O Rubro Negro tinha maior posse de bola e domínio das ações mas o esquema de 3 atacantes não funciona com Adriano e Denis Marques, que se confundem como centro avante e o time acaba torto, atacando só por um lado.petkovic_no_flaxflu

No segundo tempo, o “novato” Andrade fez a substituição que venceu o jogo. Tirou Denis Marques e colocou Willians. Zé Roberto passou a jogar na esquerda e o volante aberto pela direita com a ajuda de Leo Moura. Confundiu totalmente a marcação do fluminense e abriu caminho para a vitória num lance em que o limitadíssimo Fabinho teve a bola roubada por Ze Roberto que tocou para Adriano puxar para a perna esquerda e fuzilar o goleiro Rafael.

O segundo apareceu num lançamento primoroso de Leo Moura para Adriano que matou com a esquerda e tocou com a direita. O jogo acabou ali. O Flu nunca mostrou poder de reação.

O Flamengo segue seu caminho rumo ao sonhado G4 e a classificação para a Libertadores. É difícil mas o time tem mostrado padrão de jogo e é possível acreditar. Será preciso para isso, se superar nos próximos 2 jogos sem Adriano, convocado para a seleção brasileira.

Já o Fluminense, praticamente assinou ontem sua sentença de queda para a Série B 2010. Só um milagre salvará o tricolor e é um erro esperar por tal.

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05/10/2009
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FLA 2x0 FLU - Adriano enterrou o Flu que jogará a série B em 2010.

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Crônica de uma morte anunciada

02/09/2009

Vamos do começo

2009. Ano novo. Chega Alexandre Faria para gerenciar o futebol tricolor. No currículo, 6 anos de uma desastrada gestão à frente do Atlético-MG, incluindo um rebaixamento e uma demissão sob a acusação de que sendo também empresário de jogadores, não teria isenção para ocupar o cargo e que havia instalado uma “quadrilha” no clube.fluminense2

Com este senhor, o Fluminense inicia mais uma vez uma reformulação total do time, deixando apenas 3 titulares do time do ano passado. Plano arriscado, eu previ que o time pegaria conjunto depois de junho, o que não aconteceu até hoje. Ao invés de agradecer ao René Simões e procurar outro técnico para estruturar o elenco, foram com ele, para demiti-lo logo em seguida.

Com este arranjo, a direção do Fluminense (Horcades, Tote) começa a colidir com Celso Barros (Unimed). Mas nessa hora não faltou recurso para trazer o cupincha do Faria, o também mineiro Fred, por 400 mil por mês e o bichado Leandro Amaral por 250 mil. Caso emblemático foi o lateral Leandro, que após uma boa temporada pelo Palmeiras, não jogou nada e foi repassado ao Vitória, dizendo-se sem ambiente no Rio. O que se sabe hoje é que de janeiro a março, ele não recebeu um tostão de salários, que continuam atrasados até hoje, foco de insatisfação do elenco.

 A chegada de Parreira

Com o fiasco no carioca, apesar do altíssimo investimento, chega o Parreira – depois de trabalhos fracassados nas seleções de Brasil e África do Sul – com seus conceitos obsoletos e aquela pasmaceira à beira do gramado. Não teve o pulso para barrar jogadores como Edcarlos, Mariano e Wellington Monteiro, artífices de trocentos gols levados pela defesa do Flu. Com a chegada do Parreira (salário: 500 mil), saem de cena o Celso Barros e seus petrodólares, deixando um elenco capenga e órfão de novas contratações.

Com a invasão da torcida num treino e tiros disparados pelo segurança do FH (Frango Humano), começa a ficar mais visível o racha na direção. A barração de FH com certeza não foi obra do Parreira, mas sim de seus superiores e ele até merecia, pois trata-se de um jogador que financia a torcida (Young Flu) para receber aplausos.

Nova gerência para o futebol

Após outra série de fiascos com o Professor Pé-de-Uva, Horcades e Celso fumam o cachimbo da paz, trazendo de volta a menina dos olhos do patrocinador – Renatão Gaúcho –  e o Boneco de Marshmallow (Branco), que ao final das contas, é menos pior que o Faria e tem total identidade com o clube. Junto, veio o dinheiro para novas contratações, que não param de chegar e um churrasqueiro querido da boleirada, Valdir Espinosa, para ser um pseudo coordenador técnico.

Mas o racha estava exposto. De um lado, Horcades (que é torcedor do Náutico Capibaribe), seu vice e financiador de sua campanha, Tote Menezes (nunca o vi dar uma entrevista ou aparecer no Maracanã), a turma que os colocou lá, Marcelo Fischel, que há muito domina Xerém e o destino dos jovens craques feitos no Flu. Do outro, Celso, Renato, Branco e o Dr. Michael Simoni. No meio, um time inseguro, desarticulado e repleto de valores duvidosos.

O episódio Urrutia

Depois do episódio do tiroteio, o Tote resolve tirar o time das Laranjeiras sob pretexto de falta de estrutura e leva para um local pior, o CFZ, que além de muito distante, não conta com estrutura adequada e aumenta as despesas mensais do clube falido. E disposto a bater de frente com seus desafetos, demite sumariamente o competentíssimo Dr. Simoni, usando como desculpa o episódio da contratação de Urrutia, que aconteceu da seguinte forma: Dr. Simoni examina-o e constata que só em um mês pode jogar. Tote, que não queria mais um jogador da Unimed, apressou-se em vetar a contratação. Celso, Renato e Branco, perguntaram ao Dr. se poderia recuperá-lo. O Dr. disse que sim, que após uma intervenção estaria treinando em 15 dias. Feita a operação, muito bem sucedida, o Tote demite o Simoni, por vaidade, simples assim. Enquanto isso o omisso Horcades jamais se manisfestou, a não ser para tentar barrar a volta do Renato. Que já andou se estranhando com o Branco, e este com o Tote.

 O cometa Renato

renataoRenato, por sua vez, apesar de uma campanha pior do que a do Parreira, foi o menos culpado. Pegou o barco já afundado, com um elenco pobre e dividido por conta dos privilégios do Fred (quarto individual nas concentrações, tratamento em BH, longe do grupo) e atrasos de salário (alguns recebem pelo clube, outros pelo patrocinador). Não resistiu. E creio que o patrocinador tenha dado um bilhete azul amigo, poupando-o de bater o recorde de rebaixamentos. Foram-se também o churrasqueiro e o preparador.

 

E chega o Cuca

Cofre aberto, chegaram as caras novas, mas parece ser tarde demais. Dentre elas algumas conhecidas como a do Cuca, que apesar de uma reconhecida competência, sofre para administrar elencos, ainda mais um em crise total. Vai enfrentar resistência na arquibancada e talvez internamente, visto que foi criticado pelo elenco ano passado. Aproveito para comentar a reportagem do Globoesporte.com, que transformou o Cuca em vilão da Gávea e o Leo Moura e Juan em santinhos. Não posso crer que o Cuca tenha sido tão incorreto. Para mim, a segundona começa hoje, com a chegada do Prof. Pardal e seus esquemas loucos. Me parece ser o técnico disponível com perfil de segunda divisão. A lamentar, a postura derrotista do Tote, ao já anunciar férias antecipadas em caso de descenso. Torcedor tem todo o direito de achar que já caiu. Ele não. Tem que planejar a segundona agora, mas sem admitir a derrota iminente. Questão de moral. Segue a nau sem rumo. Ah! E já perderam 2 dias de treinamento em Itu… que planejamento…

Ontem surgiu a notícia que o conselho se move em direção ao impeachment do Horcades. Situação delicada, onde a emenda pode sair pior que o soneto. A renúncia não pode ser descartada. Basta uma fagulha para gerar o caos institucional. A coisa ferve nas Laranjeiras.

Sou tricolor de coração… sou do clube da segunda divisão…

Carlos Clark sofre pelo Fluminense e não se ilude com números e probabilidades nem por um segundo. Já viu coisa pior, por incrível que pareça. Colabora com a Fla&News com notícias do mundo tricolor

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Coluna do Carlinhos

24/08/2009

 

Rodada dupla do terror

Ontem fui ao aniversário de uma prima da minha mulher e lá me deparei com uma TV de 50 polegadas, Full HD, pay per view pago e transmissão do possante Fluminense x Barueri em HD. Impressionante a qualidade da imagem. Realmente fantástica. Deu para ver com qualidade e nitidez impressionantes a feiúra do novo uniforme tricolor, a buraqueira do Maracanã e as caras de palerma dos heróis que pagaram para testemunhar mais esse épico da ruindade tricolor. Depois tive estômago (bem cheio, é verdade)  para encarar um Flamengo e Avaí muito do sem vergonha.

Algumas observações.

Após o jogo o RG vangloriava-se de ser o único técnico (Corajoso? Senil? Parvo? Delirante?) brasileiro a colocar um time num 4-3-3 ofensivo. Realmente. Como qualquer moleque de 10 anos que joga suas peladas sabe que aconteceria, o Barueri não tomou conhecimento do meio-campo e só não passou o carro em cima porque perdeu um caminhão de gols. Sem sacanagem. O Renato treina mesmo como ele diz? Corrige posicionamento? Para e chama a atenção? Duvide-o-dó. Ontem éramos desesperados dentro e fora de campo. Verdadeiro show de horrores. Vamos tentar lutar por um fim honroso, de preferência poupando-nos de qualquer esperança desnecessária. Me ocorre algo agora. O que faz o Valdir Espinosa nas Laranjeiras?

Já no outro jogo, vi um time fraco do Avaí, que, diga-se de passagem é uma verdadeira aberração estar no G4. Voluntarioso, joga certinho e tal, mas não acredito que isso dure até o final. O Atlétigo-MG por exemplo, já virou abóbora e está voltando ao seu lugar de direito. Mas prestei atenção foi num Flamengo completamente desfigurado em campo. A maré não está boa, o elenco tem a conta do chá e pelo visto o Tromba padece da mesma ingenuidade e falta de experiência do seu colega tricolor. Mesmo sabendo que este não é o verdadeiro time do Fla, ontem conseguiu jogar tão mal quanto o time do RG. Mal posicionado, perdido, completamente impotente diante da correria dos ilhéus. E quando vi o cara estourando o músculo no meio da corrida, me lembrei da coluna do Phill. É muita contusão junto com um planejamento digamos assim, inexistente. Mas voltando todo mundo, o urubu deve se safar da zona maldita. Mas não vai almejar mais nada no campeonato. Vamos mal, cariocada…

Agora, a pergunta que não quer calar. Quais serão os times em campo na quarta pela Sulamiranda? O Renato queria ir com os reservas. E o Andrade, vai botar quem? Corre o risco de ser o pior e mais desacreditado Fla x Flu de todos os tempos. Uma pelada histórica. O resto do Brasil ri à toa.

Carlos Clark não é masoquista, mas viu os 2 jogos inteiros e não passou mal. Inacreditável. Colabora com a Fla&News com notas sobre o futebol tricolor e carioca.

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Coluna do Carlinhos

17/08/2009

A mosca do cocô…

…do cavalo do bandido. Este é o Fluminense. Conseguimos. Que campanha. Já estamos lá com 1 turno de antecedência. Parabéns, Flusão! Nunca nenhum time fez um esforço tão grande para terminar um turno deste jeito… com a exceção do Sport que conseguiu chegar atrás da gente! Mãe, tem um time pior que o nosso! HAHAHA! E sobre o jogo mais não digo. Estamos rebaixados.kieza_x_coritiba

Mas me permitam analisar dois fenômenos futebolísticos. Um de interesse mais nacional e outro local, que está amadurecendo. Gostaria que este também tivesse alcançe nacional.

Queria falar sobre este senhor Ney Franco. Que ele JAMAIS venha a treinar o Fluminense. Se o seu time precisa armar um ferrolho, fazer o antijogo mais repulsivo (ad nauseum) e realizar um verdadeiro balé de cai-cai, este é o nome. Ney Franco. O homem de um só padrão tático. Sujeito simpático, tido como competente pela grande mídia, já beliscou seus canecos e é um cara que patrocina os mais covardes embates. Imagino sua preleção de intervalo desta forma: “Fulano, agora vc fica mais um pouquinho e nós ficamos no 4-6, variando pro 4-5-1 defensivo. Sicrano, aos 13 você cai. Fulano, aos 18 é a sua vez. Ali pelos 30, caem 3 no primeiro escanteio. Contra nosso time não existe contra-ataque, certo? Jogador adversário com a bola é jogador no chão, perfeito?” Eficiente? Por certo. Abjeto? Sem dúvida. Se sou presidente de clube, comigo jamais. Não me considero nenhum Calazans-varandão-da-saudade, mas acho preferível perder com um Renato demente botando 8 atacantes inúteis do que seguir na mediocridade de um retranqueiro de resultados. Apenas uma questão de filosofia.

Outra coisa é a cisão na arquibancada (que não vem de hoje) da torcida tricolor “paisana”, aí incluída a Legião e a “organizada” Young Flu, a única remanesecente das grandes torcidas do Flu de outrora. Hoje, aconteceu fato interessante, que provavelmente ficaria somente para quem presenciou. Quando do frango do FH no segundo gol do Coritiba, a torcida que já estava furiosa, foi à loucura vaiando e xingando-o, mas desta vez cobrando da Young Flu o mesmo comportamento. É claro que a torcida de aluguel do FH se absteve. Mas não foi perdoada. TODO o resto do Maracanã se virou para vaiá-la. Os caras ficaram loucos. Como um bando de ratazanas acuadas, começaram a xingar e partiram para cima de todos na arquibancada, até começarem a levar borrachada da PM.  Aí baixaram a bola e tentaram entoar um dos seus gritinhos de guerra. Foram novamente sonoramente vaiados. A coisa está acontecendo, senhores. Em breve nos livraremos de mais um bando de marginais e assim espero ver a torcida toda unida para ver novamente o Fluminense campeão, seja lea em que divisão for.

Que o Horcades lá permaneça para colher todos os frutos da nossa ruína. Vamos tirar esta corja no voto. Tricolores, ainda há tempo de se associar.


Carlos Clark levou a filha para ver o Flu ganhar. Não tinha como perder este jogo. Apesar dos pesares, seguirá trazendo ao Fla&News suas impressões sobre o tricolor carioca.

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Coluna do Carlinhos

08/08/2009

Ressurreição?

Noite de inverno abafada no Maraca, 12.000 testemunhas do que pode ser o momento da virada. Cheguei para ver o jogo tranquilo no meu canto, mas não resisti à cantoria da Legião Tricolor durantes OS 90 MINUTOS e terminei o jogo rouco. Nota: A Young Flu, outrora uma potência de torcida, está à míngua, meio que deslocada do resto da arquibancada. Parece que o torniquete dos ingressos está funcionando. Em breve o Flu pode ser o primeiro time sem organizadas. Torço muito por isso. O Juizinho, por sua vez, bem fraco, digno do embate entre lanternas, conduziu o jogo como quis, invertendo faltas mas acertando nos pênaltis. Irritou mas não comprometeu.

Não chegou a ser uma exibição de gala, mas houve muita luta. O que o Fluminense apresentou ontem já seria uma prévia do estilo de jogo “segundona”, com muita raça e um tantinho assim de técnica, o suficiente para estraçalhar o Sport. Aliás, um adendo. O Péricles “Mamusca” vai ter bastante trabalho, pois o Sport é um time desfigurado, desarticulado, que sequer ofereceu resistência. Por isso, não nos deixemos levar pela diferença de gols ou pelo acachapante domínio. O resultado de ontem foi apenas o atestado de indigência da parte final da tabela. Não ganhamos nada, não fizemos nada. Foi apenas um pequeno passo em direção à alforria, nada mais. Continua tudo dificílimo, o Fluminense precisa pular de uma média de 20% de pontos conquistados para mais de 50% até o fim do campeonato. Continuo com os dois pés atrás.

Ao jogo. No 1º tempo, domínio amplo geral e irrestrito, com o trio Roni (céus!), Kieza e Conca em noite de toques e deslocamentos, fazendo ultrapassagens que antes não seriam possíveis no tricolor, por pura perebice e burrice. Envolventes, foram criando as chances que aos poucos iam sendo convertidas. O tal de Kieza, raçudo, objetivo e com alguma técnica, fez uma partida mil vezes melhor que qualquer uma que o badalado Fred  tenha feito com a camisa do Flu.  Roni e Conca armavam as jogadas com extrema lucidez e apareciam para conferir na frente. Pela primeira vez no ano o time conseguiu armar contra-ataques perigosos. A zaga por sua vez mostrou-se segura contra o fraco ataque do Sport. A nota destoante foi mais uma vez o Wellington Monteiro, que não acertou nada o jogo inteiro. Como erra passes a criança. No 2º tempo, o Sport deu o seu último gás mas sucumbiu aos contra-ataques e levou mais 2. Ficou de bom tamanho.

Fora das quatro linhas, o circo está armado: temos o Crupiê, a baleia Horca, o Padeiro, o Churrasqueiro e agora o Boneco de Marshmallow está de volta. Que trupe, senhores!

Carlos Clark é tricolor doente e num espasmo de esperança e ócio não remunerado foi testemunhar o Choque das Lanternas. Sabe que ainda falta muito. Ou quase tudo.