Posts Tagged ‘zona de rebaixamento’

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Pearl Harbor vascaíno

09/12/2008

 

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7 de dezembro. O dia da infâmia dos americanos, em homenagem ao ataque japonês que marcou a entrada do país na Segunda Guerra, agora também é dos vascaínos. Qual o Missouri afundado no Havaí, a caravela cruzmaltina não resistiu e também foi a pique.

 

Culpe-se o timoneiro, trocado já em mares revoltos. Culpe-se o ex-timoneiro, que levou o Vasco da glória ao fracasso. Ironia chegar à segundona pelas mãos do Dinamite, que tem se mostrado tão inapto ao cargo. Sem nenhuma experiência, o que faz o cartola vascaíno?

As coisas definitivamente não parecem boas com o Bob.

 

Começou o ano com o Romário de técnico – meu Deus! – Depois foi de Alfredo Sampaio, o Delegado e ainda o inacreditável Tita em uma aparição bisonha como treinador.

 

vasco-segunda-divisao71Renato, apesar de limitado, não tem culpa. Quem o trouxe, sim. O time, fraco, é o que fizeram. Estava em oitavo quando Eurico saiu. Penso que após o apogeu da Libertadores, o Vasco foi se apequenando, olhando apenas para o seu próprio umbigo (do Eurico, claro) limitando-se a jogar em São Januário para platéias menores, ao invés de ter a honra e o privilégio de usar o Maracanå. Ficou longe da imprensa e da própria torcida. Foi cavando aos poucos o seu buraco.vasco-segunda-divisao61

 

Já vi esse filme, e sei que dói. Se o vascaínos de bem não se movimentarem rápido, e entenderem do que se trata jogar uma segunda divisão, prevejo dias de decepção para a galera do bacalhau da colina. Não vai ser moleza e também por experiência própria sei que pode piorar muito. Depois de passarem tantos anos dando suporte político a um comando despótico e suspeito, cabe a eles mesmos darem um destino diferente ao clube. O Vasco tem tradição de sobra para superar esse naufrágio, mas se não prestarem muita atenção, vai afundar de novo.vasco-segunda-divisao101

 

 

Carlos Clark é tricolor e colabora com o FLANEWS. Acompanhou a hecatombe vascaína e sabe que apesar das gozações, não foi bom para o futebol carioca.

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Em 10 tópicos: Fluminense 3 x 1 Portuguesa

18/11/2008

• Torcida tricolor saiu da toca. 42.000 presentes.
• Flu começa na pressão. Mas sem levar muito perigo.
• Aos 20’ o time já está completamente desarrumado. Buracos aparecem.
• E o bom time da Lusa abre aos 28’ com Edno. Paulistas dominam.
• Flu equilibra, mas ainda sem muito perigo e acaba o primeiro tempo.
• Intervalo. Master Mind faz as 2 substituições que mudariam o jogo.
• 8 minutos. Cruzamento de Maicon e Xitão desencalha. 1 x 1.
• A Lusa bateu muito. A expulsão do zagueiro aos 25’ foi merecida.
• Em minutos vem a virada em jogada de Maicon e Tartá.
• O Flu fecha a tampa com Romeu. 3 x 1. Maicon é o nome do jogo.

por Carlos Clark – torcedor tricolor

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Frases para não esquecer

17/11/2008

 “Não temos que ficar ligando para aqueles que dizem que o São Paulo já ganhou o jogo. Temos que trabalhar com muito empenho e partir para cima do adversário para surpreender. Só jogando com muita garra e ousadia que vamos conseguir vencer esse jogo em São Januário.”

”Respeitamos muito o São Paulo e reconhecemos a qualidade desse time. Mas jogando na nossa casa e nesta situação não podemos pensar em outro resultado que não seja a vitória.”

Madson – meio campo do Vasco da Gama

”É momento para garra, para empenho e para entrega de todos. O jogo da nossa vida será contra o São Paulo e dentro de São Januário temos que vencer de qualquer maneira”

Jonílson – meio campo do Vasco da Gama 

COMENTÁRIO FLANEWS:

Vamos Vasco! O futebol carioca conta com vocês na Série A em 2009. E o Flamengo conta com a vitória vascaína frente ao São Paulo FC.

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Em 10 tópicos: Vasco 1 x 0 Santos

08/11/2008

•    Com São Januário lotado mais uma vez, o Vasco foi à luta.
•    Jogo tenso. Muita coisa em disputa.
•    E jogou melhor em quase todo o tempo.
•    O baixinho Madson se esforçava e corria pelos lados.
•    Nervoso, Leandro Amaral chutou a bandeira de escanteio.
•    Edmundo entrou no segundo tempo.
•    E foi dele o passe para o lance do penalty no Jonílson.
•    Penalty muito duvidoso, mas convertido pelo Animal.
•    A nação vascaína vai dormir fora da Zona de Rebaixamento.
•    Batalha vencida, não a guerra. Ainda tem muita luta por vir.

* Sempre que assistirmos um jogo inteiro, colocaremos aqui a coluna Em 10 tópicos.

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Minha culpa?

05/11/2008

Nunca fui supersticiosa nem tive manias bizarras quando o assunto é futebol. Tem gente que usa sempre a mesma camisa, só entra no Maracanã depois do apito inicial ou assiste aos jogos na mesma poltrona. Eu não. A vida toda acompanhei os jogos do Vasco livre de qualquer preparação esquisita que fosse. Acredito, aliás, que isso seja algo raro, já que 9 entre 10 torcedores que conheço possuem algum tipo de crença maluca.

No último domingo, porém, comecei a levar um pouco a sério um fato que, desde então, vem me perturbando. Sou cética, sim, mas faltando apenas cinco rodadas para o final do campeonato, e com o Vasco na situação que está, me sinto obrigada a dar crédito a algo que certas pessoas já vinham brincando comigo desde o jogo contra o Figueirense: eu estou dando azar ao meu próprio time!

Vejam vocês que situação a minha. Ridícula, mas se levarmos em conta os seis últimos jogos, podemos acreditar que – sim! – jogaram urucubaca pra cima de mim:

VASCO x Figueirense: fui a São Januário. Naquela tragédia de partida, estive presente na arquibancada durante todos os 4 gols adversários. Nos dois que marcamos, ainda que inutilmente, eu estava em algum canto do estádio chutando o ar e xingando o time. Não vi os nossos gols.

Sport x VASCO: acompanhei o jogo em Recife pela televisão. Como sou futebolisticamente cardíaca, troquei de canal durante o segundo tempo, quando já estávamos vencendo a partida. No minuto final, quando resolvi sintonizar o aparelho novamente no jogo, a zica se fez presente: gol do Sport e empate pernambucano no apito final do juiz.

VASCO x Flamengo: não pude ir ao Maracanã, mas acompanhei o jogo inteiro por rádio e TV. Resultado: vitória do arqui-rival.

Goiás x VASCO: na semana da 31ª rodada, eu estava em São Paulo a trabalho. No dia do jogo, não encontrei nenhuma televisão que estivesse transmitindo o Vasco. Não pude acompanhar a partida, e só fiquei sabendo do resultado final através de amigos: Vasco 4 a 2.

VASCO x Atlético-PR: dia de ir a São Januário, e lá estava eu na arquibancada. Um a zero para o Vasco… empate do Atlético… de repente, virada paranaense. A alguns minutos do final da partida, já irritada e sem esperança, dei as costas para o jogo e me retirei da arquibancada. Assim que coloquei os pés para fora do estádio, Madson marcou o golaço do empate.

Fluminense x VASCO: novamente em São Paulo, não tive a chance de ver o jogo. Tensa, pude apenas recorrer ao meu celular: “Alô, Bruna, quanto foi o jogo??”. Final de partida, 1 a 0 para o Vasco.

Podem dizer que é absurdo, coincidência ou paranóia, mas depois de listar cada fato acima, estou realmente me sentindo como aquele boneco de almirante encontrado sem as pernas e enterrado no gramado de São Januário: urucubaca das brabas! De qualquer maneira, tenho até sábado para decidir: vou ou não ao VASCO x Santos? Dependendo do resultado, domingo precisarei – ou não – me benzer.

Eita, azar!

Carol Vaz é diretora de arte, carioca, vascaína e sábado vai fechar os olhos a cada ataque santista, só pra garantir. Escreve gentilmente no FLANEWS a convite da administração.

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Isto é futebol

03/11/2008

 

Hoje fala o torcedor. Não vou aqui explicar uma derrota destas. Não tem como. Ressucitamos um defunto. Morto. Mortinho da silva. Babau. Como é que uma coisa destas acontece? Jogamos melhor, tomamos as rédeas do jogo, tivemos mais chances, estávamos melhor posicionados em campo, melhor preparados fisicamente, o time é melhor, o treinador é melhor. Na balança: mais uma atuação daquelas bisonhas do Washington e quando o René tirou o Fabinho para jogar com o Ciel ficamos com um a menos em campo. Mas a bola entrou. É a história de milhares de Flu x Vasco dos últimos 20 anos. Jogamos melhor e perdemos. Vou repetir os chavões: não existe justiça em futebol, quem não faz, leva. Vale a máxima Muriciana: A bola pune! Sai zica!

 

Carlos Clark é tricolor doente e ontem viu estarrecido a derrota de seu time. Colabora com a FLANEWS com notícias e impressões do clube Tricolor.

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Ser torcedor

31/10/2008

Não falarei especificamente do jogo de ontem. Não vou descrever a atuação dos melhores, dos piores, apontar culpados, escolher heróis, nem tampouco fazer cálculos e estudar a tabela. Quero apenas falar um pouco sobre a emoção e o sentimento que este esporte chamado futebol desperta em muitos fanáticos, como eu.

Sou uma vascaína no meio de uma família tricolor. Tenho um pai apaixonado pelo Fluminense e uma irmã que seguiu seus passos. Cresci indo ao Maracanã e ouvindo jogos em radinhos de pilha, sempre ao lado do meu pai. Todo aquele ritual semanal, a expectativa pelos grandes jogos, os gols, as viradas, a festa das torcidas, me fizeram crescer como uma intensa admiradora do esporte. E com o tempo, por algum motivo que não sei até hoje apontar, talvez subjetivo demais para que eu consiga entender algum dia, eu, mesmo rodeada de tricolores, escolhi ser vascaína. Ou melhor: escolhi ser uma apaixonada pelo Clube de Regatas Vasco da Gama.

Não tive influência de nada, nem ninguém. Cultivei meu amor pelo clube sozinha e, ao contrário do que se poderia imaginar, ele não só resistiu como cresceu, mesmo sob os olhares tortos e desconfiados daqueles que me viram nascer em berço verde e grená. Fui uma vascaína solitária, daquelas sem um tio para me levar a São Januário, ou amigo próximo pra compartilhar a torcida. E quem disse que isso seria empecilho para que eu fosse cada vez mais apaixonada pelo Vasco?

Tenho o hábito de ir sozinha aos jogos do meu time. Não só porque sou a única que carrega a cruz de malta no peito na família, mas também porque, com o tempo, me descobri uma torcedora mais concentrada, que leva tão a sério um jogo que é preciso abstrair de tudo e todos para conseguir lidar com toda a carga de emoção que uma partida envolve. Não que eu xingue e desconte tudo em quem estiver do meu lado, mas às vezes nossa paixão é tão grande que muita gente não consegue entender por que diabos você está quase enfartando, já que aquilo é “apenas um jogo de futebol”. Não é algo que dê para explicar. Já tentei, não dá.

Na quarta, véspera do jogo contra o Atlético Paranaense, antes de dormir abri em meu computador um vídeo sobre a famosa Virada do Século, o jogo em que o Vasco virou um 3 a 0 para inacreditáveis 4 a 3. Naquele 20 de dezembro de 2000, optei por não ir a minha festa de formatura do colégio para ver, pela televisão, meu time jogar mais uma final. Talvez uma das minhas decisões mais sábias como torcedora. Mas… o que mudou de lá pra cá? A mesma emoção que senti ao ver aquela bola de Romário estufar a rede palmeirense aos 48 minutos do segundo tempo, senti quando revi as imagens do jogo pela internet, e continuo sentindo até hoje quando vejo o Vasco em campo. Nas vitórias difíceis ou fáceis, nas sofridas derrotas ou nos empates mais sem graça; campeão com gols históricos, ou ameaçado pelo rebaixamento, a torcida e a devoção permanecem.

O empate de ontem não nos rebaixou, mas deixou um sentimento ruim de que é preciso realmente se preparar para o pior. Se a culpada é a antiga diretoria, o elenco, o técnico, nada disso importa no momento. Agora, é preciso apenas honrar a camisa, e acreditar até onde existir esperança. Pois a história do Vasco mostra exatamente isso, desde a luta pelos negros no futebol, até a vitória histórica na Copa Mercosul. Somos o time da virada e do amor, como nós mesmos cantamos. E, se ainda assim, o objetivo não for alcançado e o que mais tememos acontecer, o que mudará?

Não sei, talvez depois que tudo isso passar, pro bem ou pro pior, já não importe tanto. Porque, independente de qualquer coisa, de vitórias ou derrotas, de alegrias ou gozações, de radinhos de pilha ou vídeos na internet, uma coisa é certa: a eterna emoção de ver a cruz de malta entrar em campo será sempre a mesma.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e fanática pelo clube de São Januário. Escreve gentilmente no FLANEWS a convite da administração.