Posts Tagged ‘renato gaúcho’

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Crônica de uma morte anunciada

02/09/2009

Vamos do começo

2009. Ano novo. Chega Alexandre Faria para gerenciar o futebol tricolor. No currículo, 6 anos de uma desastrada gestão à frente do Atlético-MG, incluindo um rebaixamento e uma demissão sob a acusação de que sendo também empresário de jogadores, não teria isenção para ocupar o cargo e que havia instalado uma “quadrilha” no clube.fluminense2

Com este senhor, o Fluminense inicia mais uma vez uma reformulação total do time, deixando apenas 3 titulares do time do ano passado. Plano arriscado, eu previ que o time pegaria conjunto depois de junho, o que não aconteceu até hoje. Ao invés de agradecer ao René Simões e procurar outro técnico para estruturar o elenco, foram com ele, para demiti-lo logo em seguida.

Com este arranjo, a direção do Fluminense (Horcades, Tote) começa a colidir com Celso Barros (Unimed). Mas nessa hora não faltou recurso para trazer o cupincha do Faria, o também mineiro Fred, por 400 mil por mês e o bichado Leandro Amaral por 250 mil. Caso emblemático foi o lateral Leandro, que após uma boa temporada pelo Palmeiras, não jogou nada e foi repassado ao Vitória, dizendo-se sem ambiente no Rio. O que se sabe hoje é que de janeiro a março, ele não recebeu um tostão de salários, que continuam atrasados até hoje, foco de insatisfação do elenco.

 A chegada de Parreira

Com o fiasco no carioca, apesar do altíssimo investimento, chega o Parreira – depois de trabalhos fracassados nas seleções de Brasil e África do Sul – com seus conceitos obsoletos e aquela pasmaceira à beira do gramado. Não teve o pulso para barrar jogadores como Edcarlos, Mariano e Wellington Monteiro, artífices de trocentos gols levados pela defesa do Flu. Com a chegada do Parreira (salário: 500 mil), saem de cena o Celso Barros e seus petrodólares, deixando um elenco capenga e órfão de novas contratações.

Com a invasão da torcida num treino e tiros disparados pelo segurança do FH (Frango Humano), começa a ficar mais visível o racha na direção. A barração de FH com certeza não foi obra do Parreira, mas sim de seus superiores e ele até merecia, pois trata-se de um jogador que financia a torcida (Young Flu) para receber aplausos.

Nova gerência para o futebol

Após outra série de fiascos com o Professor Pé-de-Uva, Horcades e Celso fumam o cachimbo da paz, trazendo de volta a menina dos olhos do patrocinador – Renatão Gaúcho –  e o Boneco de Marshmallow (Branco), que ao final das contas, é menos pior que o Faria e tem total identidade com o clube. Junto, veio o dinheiro para novas contratações, que não param de chegar e um churrasqueiro querido da boleirada, Valdir Espinosa, para ser um pseudo coordenador técnico.

Mas o racha estava exposto. De um lado, Horcades (que é torcedor do Náutico Capibaribe), seu vice e financiador de sua campanha, Tote Menezes (nunca o vi dar uma entrevista ou aparecer no Maracanã), a turma que os colocou lá, Marcelo Fischel, que há muito domina Xerém e o destino dos jovens craques feitos no Flu. Do outro, Celso, Renato, Branco e o Dr. Michael Simoni. No meio, um time inseguro, desarticulado e repleto de valores duvidosos.

O episódio Urrutia

Depois do episódio do tiroteio, o Tote resolve tirar o time das Laranjeiras sob pretexto de falta de estrutura e leva para um local pior, o CFZ, que além de muito distante, não conta com estrutura adequada e aumenta as despesas mensais do clube falido. E disposto a bater de frente com seus desafetos, demite sumariamente o competentíssimo Dr. Simoni, usando como desculpa o episódio da contratação de Urrutia, que aconteceu da seguinte forma: Dr. Simoni examina-o e constata que só em um mês pode jogar. Tote, que não queria mais um jogador da Unimed, apressou-se em vetar a contratação. Celso, Renato e Branco, perguntaram ao Dr. se poderia recuperá-lo. O Dr. disse que sim, que após uma intervenção estaria treinando em 15 dias. Feita a operação, muito bem sucedida, o Tote demite o Simoni, por vaidade, simples assim. Enquanto isso o omisso Horcades jamais se manisfestou, a não ser para tentar barrar a volta do Renato. Que já andou se estranhando com o Branco, e este com o Tote.

 O cometa Renato

renataoRenato, por sua vez, apesar de uma campanha pior do que a do Parreira, foi o menos culpado. Pegou o barco já afundado, com um elenco pobre e dividido por conta dos privilégios do Fred (quarto individual nas concentrações, tratamento em BH, longe do grupo) e atrasos de salário (alguns recebem pelo clube, outros pelo patrocinador). Não resistiu. E creio que o patrocinador tenha dado um bilhete azul amigo, poupando-o de bater o recorde de rebaixamentos. Foram-se também o churrasqueiro e o preparador.

 

E chega o Cuca

Cofre aberto, chegaram as caras novas, mas parece ser tarde demais. Dentre elas algumas conhecidas como a do Cuca, que apesar de uma reconhecida competência, sofre para administrar elencos, ainda mais um em crise total. Vai enfrentar resistência na arquibancada e talvez internamente, visto que foi criticado pelo elenco ano passado. Aproveito para comentar a reportagem do Globoesporte.com, que transformou o Cuca em vilão da Gávea e o Leo Moura e Juan em santinhos. Não posso crer que o Cuca tenha sido tão incorreto. Para mim, a segundona começa hoje, com a chegada do Prof. Pardal e seus esquemas loucos. Me parece ser o técnico disponível com perfil de segunda divisão. A lamentar, a postura derrotista do Tote, ao já anunciar férias antecipadas em caso de descenso. Torcedor tem todo o direito de achar que já caiu. Ele não. Tem que planejar a segundona agora, mas sem admitir a derrota iminente. Questão de moral. Segue a nau sem rumo. Ah! E já perderam 2 dias de treinamento em Itu… que planejamento…

Ontem surgiu a notícia que o conselho se move em direção ao impeachment do Horcades. Situação delicada, onde a emenda pode sair pior que o soneto. A renúncia não pode ser descartada. Basta uma fagulha para gerar o caos institucional. A coisa ferve nas Laranjeiras.

Sou tricolor de coração… sou do clube da segunda divisão…

Carlos Clark sofre pelo Fluminense e não se ilude com números e probabilidades nem por um segundo. Já viu coisa pior, por incrível que pareça. Colabora com a Fla&News com notícias do mundo tricolor

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Coluna do Carlinhos

24/08/2009

 

Rodada dupla do terror

Ontem fui ao aniversário de uma prima da minha mulher e lá me deparei com uma TV de 50 polegadas, Full HD, pay per view pago e transmissão do possante Fluminense x Barueri em HD. Impressionante a qualidade da imagem. Realmente fantástica. Deu para ver com qualidade e nitidez impressionantes a feiúra do novo uniforme tricolor, a buraqueira do Maracanã e as caras de palerma dos heróis que pagaram para testemunhar mais esse épico da ruindade tricolor. Depois tive estômago (bem cheio, é verdade)  para encarar um Flamengo e Avaí muito do sem vergonha.

Algumas observações.

Após o jogo o RG vangloriava-se de ser o único técnico (Corajoso? Senil? Parvo? Delirante?) brasileiro a colocar um time num 4-3-3 ofensivo. Realmente. Como qualquer moleque de 10 anos que joga suas peladas sabe que aconteceria, o Barueri não tomou conhecimento do meio-campo e só não passou o carro em cima porque perdeu um caminhão de gols. Sem sacanagem. O Renato treina mesmo como ele diz? Corrige posicionamento? Para e chama a atenção? Duvide-o-dó. Ontem éramos desesperados dentro e fora de campo. Verdadeiro show de horrores. Vamos tentar lutar por um fim honroso, de preferência poupando-nos de qualquer esperança desnecessária. Me ocorre algo agora. O que faz o Valdir Espinosa nas Laranjeiras?

Já no outro jogo, vi um time fraco do Avaí, que, diga-se de passagem é uma verdadeira aberração estar no G4. Voluntarioso, joga certinho e tal, mas não acredito que isso dure até o final. O Atlétigo-MG por exemplo, já virou abóbora e está voltando ao seu lugar de direito. Mas prestei atenção foi num Flamengo completamente desfigurado em campo. A maré não está boa, o elenco tem a conta do chá e pelo visto o Tromba padece da mesma ingenuidade e falta de experiência do seu colega tricolor. Mesmo sabendo que este não é o verdadeiro time do Fla, ontem conseguiu jogar tão mal quanto o time do RG. Mal posicionado, perdido, completamente impotente diante da correria dos ilhéus. E quando vi o cara estourando o músculo no meio da corrida, me lembrei da coluna do Phill. É muita contusão junto com um planejamento digamos assim, inexistente. Mas voltando todo mundo, o urubu deve se safar da zona maldita. Mas não vai almejar mais nada no campeonato. Vamos mal, cariocada…

Agora, a pergunta que não quer calar. Quais serão os times em campo na quarta pela Sulamiranda? O Renato queria ir com os reservas. E o Andrade, vai botar quem? Corre o risco de ser o pior e mais desacreditado Fla x Flu de todos os tempos. Uma pelada histórica. O resto do Brasil ri à toa.

Carlos Clark não é masoquista, mas viu os 2 jogos inteiros e não passou mal. Inacreditável. Colabora com a Fla&News com notas sobre o futebol tricolor e carioca.

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Coluna do Carlinhos

17/08/2009

A mosca do cocô…

…do cavalo do bandido. Este é o Fluminense. Conseguimos. Que campanha. Já estamos lá com 1 turno de antecedência. Parabéns, Flusão! Nunca nenhum time fez um esforço tão grande para terminar um turno deste jeito… com a exceção do Sport que conseguiu chegar atrás da gente! Mãe, tem um time pior que o nosso! HAHAHA! E sobre o jogo mais não digo. Estamos rebaixados.kieza_x_coritiba

Mas me permitam analisar dois fenômenos futebolísticos. Um de interesse mais nacional e outro local, que está amadurecendo. Gostaria que este também tivesse alcançe nacional.

Queria falar sobre este senhor Ney Franco. Que ele JAMAIS venha a treinar o Fluminense. Se o seu time precisa armar um ferrolho, fazer o antijogo mais repulsivo (ad nauseum) e realizar um verdadeiro balé de cai-cai, este é o nome. Ney Franco. O homem de um só padrão tático. Sujeito simpático, tido como competente pela grande mídia, já beliscou seus canecos e é um cara que patrocina os mais covardes embates. Imagino sua preleção de intervalo desta forma: “Fulano, agora vc fica mais um pouquinho e nós ficamos no 4-6, variando pro 4-5-1 defensivo. Sicrano, aos 13 você cai. Fulano, aos 18 é a sua vez. Ali pelos 30, caem 3 no primeiro escanteio. Contra nosso time não existe contra-ataque, certo? Jogador adversário com a bola é jogador no chão, perfeito?” Eficiente? Por certo. Abjeto? Sem dúvida. Se sou presidente de clube, comigo jamais. Não me considero nenhum Calazans-varandão-da-saudade, mas acho preferível perder com um Renato demente botando 8 atacantes inúteis do que seguir na mediocridade de um retranqueiro de resultados. Apenas uma questão de filosofia.

Outra coisa é a cisão na arquibancada (que não vem de hoje) da torcida tricolor “paisana”, aí incluída a Legião e a “organizada” Young Flu, a única remanesecente das grandes torcidas do Flu de outrora. Hoje, aconteceu fato interessante, que provavelmente ficaria somente para quem presenciou. Quando do frango do FH no segundo gol do Coritiba, a torcida que já estava furiosa, foi à loucura vaiando e xingando-o, mas desta vez cobrando da Young Flu o mesmo comportamento. É claro que a torcida de aluguel do FH se absteve. Mas não foi perdoada. TODO o resto do Maracanã se virou para vaiá-la. Os caras ficaram loucos. Como um bando de ratazanas acuadas, começaram a xingar e partiram para cima de todos na arquibancada, até começarem a levar borrachada da PM.  Aí baixaram a bola e tentaram entoar um dos seus gritinhos de guerra. Foram novamente sonoramente vaiados. A coisa está acontecendo, senhores. Em breve nos livraremos de mais um bando de marginais e assim espero ver a torcida toda unida para ver novamente o Fluminense campeão, seja lea em que divisão for.

Que o Horcades lá permaneça para colher todos os frutos da nossa ruína. Vamos tirar esta corja no voto. Tricolores, ainda há tempo de se associar.


Carlos Clark levou a filha para ver o Flu ganhar. Não tinha como perder este jogo. Apesar dos pesares, seguirá trazendo ao Fla&News suas impressões sobre o tricolor carioca.

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Coluna do Carlinhos

08/08/2009

Ressurreição?

Noite de inverno abafada no Maraca, 12.000 testemunhas do que pode ser o momento da virada. Cheguei para ver o jogo tranquilo no meu canto, mas não resisti à cantoria da Legião Tricolor durantes OS 90 MINUTOS e terminei o jogo rouco. Nota: A Young Flu, outrora uma potência de torcida, está à míngua, meio que deslocada do resto da arquibancada. Parece que o torniquete dos ingressos está funcionando. Em breve o Flu pode ser o primeiro time sem organizadas. Torço muito por isso. O Juizinho, por sua vez, bem fraco, digno do embate entre lanternas, conduziu o jogo como quis, invertendo faltas mas acertando nos pênaltis. Irritou mas não comprometeu.

Não chegou a ser uma exibição de gala, mas houve muita luta. O que o Fluminense apresentou ontem já seria uma prévia do estilo de jogo “segundona”, com muita raça e um tantinho assim de técnica, o suficiente para estraçalhar o Sport. Aliás, um adendo. O Péricles “Mamusca” vai ter bastante trabalho, pois o Sport é um time desfigurado, desarticulado, que sequer ofereceu resistência. Por isso, não nos deixemos levar pela diferença de gols ou pelo acachapante domínio. O resultado de ontem foi apenas o atestado de indigência da parte final da tabela. Não ganhamos nada, não fizemos nada. Foi apenas um pequeno passo em direção à alforria, nada mais. Continua tudo dificílimo, o Fluminense precisa pular de uma média de 20% de pontos conquistados para mais de 50% até o fim do campeonato. Continuo com os dois pés atrás.

Ao jogo. No 1º tempo, domínio amplo geral e irrestrito, com o trio Roni (céus!), Kieza e Conca em noite de toques e deslocamentos, fazendo ultrapassagens que antes não seriam possíveis no tricolor, por pura perebice e burrice. Envolventes, foram criando as chances que aos poucos iam sendo convertidas. O tal de Kieza, raçudo, objetivo e com alguma técnica, fez uma partida mil vezes melhor que qualquer uma que o badalado Fred  tenha feito com a camisa do Flu.  Roni e Conca armavam as jogadas com extrema lucidez e apareciam para conferir na frente. Pela primeira vez no ano o time conseguiu armar contra-ataques perigosos. A zaga por sua vez mostrou-se segura contra o fraco ataque do Sport. A nota destoante foi mais uma vez o Wellington Monteiro, que não acertou nada o jogo inteiro. Como erra passes a criança. No 2º tempo, o Sport deu o seu último gás mas sucumbiu aos contra-ataques e levou mais 2. Ficou de bom tamanho.

Fora das quatro linhas, o circo está armado: temos o Crupiê, a baleia Horca, o Padeiro, o Churrasqueiro e agora o Boneco de Marshmallow está de volta. Que trupe, senhores!

Carlos Clark é tricolor doente e num espasmo de esperança e ócio não remunerado foi testemunhar o Choque das Lanternas. Sabe que ainda falta muito. Ou quase tudo.

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Na corda bamba. Como assim?

28/05/2009

Na corda bamba.

É esse o tíitulo estampado na tarde desta quinta feira, no portal Globoesporte.com.

Sem falar no Parreira, mais do que qualquer coisa, impressiona o fascínio que o dublê de técnico Renato Portaluppi causa no Rei Midas tricolor, o dono da Unimed, o Senhor Celso Barros. Todo e qualquer técnico do Fluminense sempre está às sombras da esperança pela volta do “grande” estrategista. Acreditava-se que com Parreira, por todo o nome e respeito na história do clube, isso não acontecesse, mas….

flu-parreiraÉ difícil… Num clube em que as coisas não são nem um pouco transparentes. Ninguém sabe quanto o patrocinador paga, para quem paga. Ninguém sabe realmente quem manda, pois os mesmos que o abraçam antes, o derrubam depois, como mostra a foto.

O Fluminense é o maior desperdício do futebol carioca em anos. O único clube que tem um patrocinador fiel, que tem a parceira para contratações. Mas não há unidade. Ha anos que em todos os início de temporada, 15, 17 jogadores apareçem nas laranjeiras. No fim do ano, mandam todo mundo embora e o ciclo recomeça. ou seja, campeonato carioca passou a ser SONHO dos torcedores, porque não há conjunto que sobreviva à essa política mercantilista.

Falta planejamento. Tambem não é de hoje a política de contratações de grandes estrelas naufraga. Não é possível que os caras ainda não entenderam que não tem como dar certo contratar 2,3 craques e mistura-los a um monte de medíocres com salarios muito diferentes.

Enfim, tudo isso foi lembrado na hora em escutamos o absurdo da possível troca de Parreira por Renato Gaúcho. Mesmo que Tetra Campeão mundial Carlos Alberto Parreira ja tenha tido dias melhores e não pareça muito envolvido e vibrante com o projeto do Fluminense.

Se quer trocar, troque… Mas todos ja sabiam que o estilo Parreira de comandar era esse mesmo. E mais ainda, se for pra torcar, que seja por um melhor, o que não é o caso.

Aproveitando, deixamos a pergunta aos leitores do FLANEWS, e principalmente aos tricolores. Vocês estão felizes com a gestão do Fluminense Football Club?

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Queda anunciada

07/04/2009

rothO sujeito aí da foto foi demitido pela diretoria do Grêmio na madrugada de domingo, após a sexta derrota seguida para seu arqui rival estadual.

Impressionante que o desgaste com a torcida foi o principal motivo de sua queda. Apesar de tudo, seu retrospecto com o time não era ruim. Foi segundo colocado do Campeonato Brasileiro 2008 com um time pior do que pelo menos outros 6 participantes. Na temporada atual, é líder de seu grupo e virtual classificado às oitavas de final da Taça Libertadores da América.

Celso Roth é passado para o Grêmio. E eu, no lugar dos tricolores gaúchos, estaria preocupado. O nome da vez é o pseudo treineiro e ex-padeiro, Renato Portaluppi.

Que coisa…

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Pearl Harbor vascaíno

09/12/2008

 

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7 de dezembro. O dia da infâmia dos americanos, em homenagem ao ataque japonês que marcou a entrada do país na Segunda Guerra, agora também é dos vascaínos. Qual o Missouri afundado no Havaí, a caravela cruzmaltina não resistiu e também foi a pique.

 

Culpe-se o timoneiro, trocado já em mares revoltos. Culpe-se o ex-timoneiro, que levou o Vasco da glória ao fracasso. Ironia chegar à segundona pelas mãos do Dinamite, que tem se mostrado tão inapto ao cargo. Sem nenhuma experiência, o que faz o cartola vascaíno?

As coisas definitivamente não parecem boas com o Bob.

 

Começou o ano com o Romário de técnico – meu Deus! – Depois foi de Alfredo Sampaio, o Delegado e ainda o inacreditável Tita em uma aparição bisonha como treinador.

 

vasco-segunda-divisao71Renato, apesar de limitado, não tem culpa. Quem o trouxe, sim. O time, fraco, é o que fizeram. Estava em oitavo quando Eurico saiu. Penso que após o apogeu da Libertadores, o Vasco foi se apequenando, olhando apenas para o seu próprio umbigo (do Eurico, claro) limitando-se a jogar em São Januário para platéias menores, ao invés de ter a honra e o privilégio de usar o Maracanå. Ficou longe da imprensa e da própria torcida. Foi cavando aos poucos o seu buraco.vasco-segunda-divisao61

 

Já vi esse filme, e sei que dói. Se o vascaínos de bem não se movimentarem rápido, e entenderem do que se trata jogar uma segunda divisão, prevejo dias de decepção para a galera do bacalhau da colina. Não vai ser moleza e também por experiência própria sei que pode piorar muito. Depois de passarem tantos anos dando suporte político a um comando despótico e suspeito, cabe a eles mesmos darem um destino diferente ao clube. O Vasco tem tradição de sobra para superar esse naufrágio, mas se não prestarem muita atenção, vai afundar de novo.vasco-segunda-divisao101

 

 

Carlos Clark é tricolor e colabora com o FLANEWS. Acompanhou a hecatombe vascaína e sabe que apesar das gozações, não foi bom para o futebol carioca.