Posts Tagged ‘josiel’

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Ataque… de coração (2).

17/05/2009

Para um jogo em que se repetem os mesmos erros do meio de semana, ja listados no texto abaixo, o melhor a fazermos é manter o mesmo título. O problema é o nível do adversário. Uma coisa é empatar perdendo gols contra o forte Internacional, outra é contra o no máximo, esforçado, Avaí.

O time da linda ilha catarinense veio ao Maracanã para não perder (se perder, que não fosse de muito). E conseguiu seu objetivo. Chegou até a perder algumas chances, mas nada que se possa lamentar muito.

O Flamengo segue seu calvário da falta de gols. Já são 3 jogos. As chances aparecem, mas a bola não entra. O limitado (ou seria esforçado?) Josiel teve pelo menos 3 boas oportunidades. O goleiro defende, o joador fura, o zagueiro tira. Tudo acontece… E a bola não entra… Chega a ser constrangedor.

Josiel se lamenta por mais um gol perdido.
Josiel se lamenta por mais um gol perdido.

Um capítulo à parte foi a substituição desastrada do Cuca. No segundo tempo, visando melhorar a criação, ele colocou o garoto Erick Flores. Que protagonizou uma das piores atuações individuais de um jogador no Maracanã no ano. Errou simplesmente TUDO o que tentou. Parecia um menino numa pelada de adultos. Os adversários lhe tomavam a bola com extrema facilidade. Irritante. É mais um que merece melhor avaliação da comissão técnica.

Na próxima quarta, o Flamengo vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional pela Copa do Brasil. Para se classificar será preciso vencer ou empatar com gols. Aí é que está a questão. O gol. Um dificuldade pra time Rubro Negro nos últimos jogos.

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Na seleção, não…

26/03/2009

Josiel no FlamengoO cidadão da foto, o atacante Josiel do Flamengo marcou 3 gols na partida desta quarta feira, em que o Rubro Negro derrotou o Madureira por 4×2, no calor de Edson Passos, na Baixada Fluminense em um horário genial – 16 horas de um dia comercial.

A torcida Rubro Negra se encantou com a atuação do jogador e saiu do estádio cantando musiquinhas e pedindo “Josiel na seleção”. (leiam aqui)

Triste fim…

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Espaço Phill

18/02/2009

 obina
Eu tive um bicho de estimação uma vez. Era um papagaio. Ganhamos o penoso, ainda sem penas, parecia um rato. Tínhamos que alimentá-lo com uma colher de chá, uma espécie de papinha feita com farinha, água e alguma coisa mais.

Em casa era a sensação. Todo mundo que chegava de fora, queria ver o papagaio. Queria ver ele fazer as brincadeiras, as peripécias. Trouxe uma alegria a mais à casa, proeza que só ele conseguiu fazer. O danado falava, cantava e repetia. Virou xodó. Era sempre pauta de conversa.

Só que um dia ele cresceu, cresceu demais. Estava cansado de falar, descia do poleiro e arranhava todos os móveis da casa com o bico e as unhas, estava ficando chato. Ninguém mais perguntava por ele ou dedicava seus minutos à ver suas brincadeiras.

Minha irmã então comprou uma cadelinha. Uma poodle do tamanho da palma da minha mão. Uma bola de pelos branca com um laço na cabeça. Pra todos que chegavam, virou sensação. Cachorro a gente vê em todo lugar, mas filhote não tem jeito, chama a atenção. E quando começa a fazer seus primeiros truques, ganha a preferência das pessoas. De todos.

Aos poucos o papagaio foi perdendo espaço, até que não se lembravam mais das inteligentes frases que dizia, das palavras que memorizava e gritava pela casa. Era a vez da poodle.

Nossa empregada doméstica pediu demissão e com ela levou o papagaio junto. Afirmava que em sua residência poderia cuidar bem dele, já que havia desenvolvido um carinho maior pela ave uma vez que passava mais tempo com o bichinho do que nós, que saímos sempre para trabalhar.

Desde então pouco se ouve falar da moça e do papagaio. Vez em nunca, cruzamos com ela na rua, que dá notícias do bicho, que pelo que soube não fala mais e não impressiona mais ninguém. A cachorrinha? Continua com a gente, cada vez maior e mais velha, mas continua com a gente.

Esse texto aos olhos de um torcedor comum pode parecer loucura, devaneio, esquizofrenia. Mas para o torcedor rubro-negro qualquer semelhança com Obina e Josiel não é mera coincidência.

Este texto é um alerta ao Cuca, que não admite que a fase de um “xodó” dura pouco, mas que a de um verdadeiro jogador dura, cresce e floresce. Obina é um ícone folclórico do time, e sempre vai ser, mas não quer dizer que ele é sempre um bom jogador. Ele tem os seus momentos. Este não é o dele. E se insistir muito, logo logo vai perder a preferência para um poodle com fome de atenção.

Fellipe dos Santos, o Phill escreve esta coluna semanal para o FLANEWS, com saudade do antigo papagaio.

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Vamos para as semi finais

16/02/2009

fla x bota

Antes de mais nada, sejamos honestos. Campeonatos estaduais são chatos e desinteressantes… Os dirigentes aproveitam o fato de lidarem com o esporte de paixão nacional para promoverem esses torneios esdrúxulos e inchados. O Campeonato Carioca era muito melhor quando disputado por apenas 12 times. Os 16 de hoje são um exagero desnecessário.

Mas, é preciso falar do jogo. Flamengo e Botafogo se enfrentaram hoje no Maracanã, onde ao contrário do arraial paulistano, não há mesquinharia de 10% para torcida adversária.

O Botafogo, mais organizado e com bom toque de bola, abriu o placar com Baptista (quem???) num chute da entrada da área. O time alvinegro teve outras chances no primeiro tempo de ampliar o placar.

No segundo tempo, o Flamengo voltou melhor e foi pra cima. Num cruzamento da ponta direita, o árbitro assinalou pênalty (discutível) no lateral esquerdo Egídio. Adivinhem quem foi para a cobrança? Ele, Obina, o outrora iluminado xodó rubro negro que ja havia perdido uma cobrança no Carioca 2009. E, não deu outra… perdeu de novo… Lamentável.

Obina, logo depois foi substituído por Josiel. O atacante que veio das Arábias, entre uma trombada e outra, conseguiu boas jogadas e marcou o gol de empate aos 46 minutos, após rebote do goleiro alvinegro em chute de Zé Roberto.

É isso. Vamos para as semi finais da Taça Guanabara. Até o momento, serão: Flamengo x Resende e Fluminense x Botafogo. Mas tudo pode mudar se o Vasco conseguir reverter sua punição pela escalação do jogador irregular. Mas, só entre nós… Pra que perdermos tanto tempo enfrentando timecos em campos vagabundos se as finais são sempre entre os mesmos, heim?

*sobre o Flamengo, poderemos falar mais ao longo da semana, mas nnguém me tira da cabeça que os salários atrasados estão fazendo diferença.

*Só assisti aos gols dos jogos de Vasco e Flu. Se alguém quiser comentar essas partidas, o espaço está aberto.

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Josiel???

12/02/2009

015379842-ex00Ele já fez 2 gols na Taça Guanabara. Um deles nesta quarta feira, quando o time reserva empatou com o fortíssimo Boavista.

Mas, quando é que os Rubro Negros verão em campouma atuação digna do jogador que foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2007 pelo Paraná?

Por hora, o melhor a fazer é esperar…

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Flamengo 2009 – após 3 jogos.

01/02/2009

Neste domingo o Flamengo voltou ao campo do Estádio da Cidadania, mas dessa vez, para enfrentar o dono da casa, o simpatico Volta Redonda.

Com a promessa de novo esquema tático, o que se viu foi a antiga formação, o 3-5-1-1, que vem sendo usado na Gávea desde a passagem do técnico Ney Franco. O jovem volante Airton atua na mesmíssima função do execrável Jailton, como zagueiro pello lado direito. Fabio Luciano joga centralizado e Ronaldo Angelim vai pela esquerda. Ou seja, a única novidade hoje foi o Marcelinho Paraíba atuando no meio campo, sua posição de origem.

08_mvg_obina1Mas, pela enésima vez o centro avante ficou isolado. E não dá pra culpar o Obina. Com Éverton como companheiro de ataque era impossível esperar apoio. O garoto paranaense, que pela confiança que tem da comissão técnica deve “arrebentar” nos treinos na Gávea, não dá prosseguimento as jogadas. Prende muito a bola e é franzino. Pelo que já mostrou com a camisa rubro negra, não da pra ser titular.

Nesses jogos do Campeonato Carioca contra pequenos, o Flamengo deveria entrar com 2 atacantes fixos (quaisquer que fossem eles pois o nível é relativamente parecido). É preciso incomodar a defesa adversaria ja que os timecos entram pra empatar e montam retrancas vergonhosas.

Voltando ao jogo, foi mais uma atuação ruim do Flamengo. O primeiro tempo foi de dar sono. Vale ressaltar a boa atuação do volante Willians, que veio do Santo André. O rapaz corre o campo todo, marca bem e rouba bola sem fazer faltas. Se continuar assim, fará sucesso com a camisa rubro negra.

No segundo tempo, Cuca fez suas mexidas. A melhor delas foi a entrada do argentino Maxi no lugar do garoto Airton. Aberto pela ponta direita, o argentino criou boas chances.

JosielE, quando a Nação Rubro Negra já discutia o primeiro empate melancólico do ano, surge um contra ataque. Na sobra, o lateral esquerdo Egidio (que fez boa partida) se ajeita e cruza. Se antecipando à zaga, surge quem? Inacreditável… Josiel!!! O homem gol que veio das Arábias a 6 meses e só fez tropeçar na bola até então, marcou o gol da vitória do Flamengo.

Mais uma vitória suada contra um pequeno. Talvez nesse momento, seja o necessário. Mas vai chegar a hora em que será preciso jogar um pouco mais. Até lá, a Nação espera que o Cuca arrume uma forma desse time criar jogadas ofensivas.

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Espaço Phill

16/09/2008

 

MADE IN TAIWAN

Dia das Crianças, você ganha um carrinho no estilo que você sempre quis. Não tem idade ainda pra dar importância à marca, à origem ou ao preço, simplesmente quer brincar. Você coloca as pilhas, e ele começa uma série de piruetas e voltas impactantes pela sala. Você olha admirado porque você nunca teve um daqueles.

Aí você fica sabendo que seus colegas da escola também tem seus carrinhos e que vivem colocando-os em meio ao asfalto para uma corrida rotineira. O melhor ganha a moral da galera.  Mas eles têm carrinhos de marca, de status. E você leva o seu carrinho, aquele que até então era sensação dentro de casa, seus priminhos menores adoravam quando você o ligava. E ele perde a corrida. Pior, a pilha não funciona, o carro chega na última colocação. Agora sempre que posto à prova de verdade, vive dando pau.

“Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com alguns profissionais que conhecemos é mera coincidência.” ¬¬

Não é de hoje que o Flamengo aposta em sensações de times menores. Jogadores que parecem ter nascido com o traseiro virado pra lua e não cansam de fazer gols. De embalar a torcida, e ganhar o respeito do time. Aqueles sempre escalados pelo técnico, e que quando desfalcam o jogo, o time perde o rumo.

Aí a diretoria pensa: “Achei o novo Zico!” (pausa para o comentário: as pessoas precisam parar de achar os novos Zicos, os novos Casagrandes, os novos Rauls, isso tem acabado com o ego de quem ainda precisa de ajuda pra amarrar as chuteiras).

O cartola vai lá, oferece a grana, mostra a grandeza do clube e traz a “celebridade”. Primeiro jogo com a camisa rubro-negra, passa em branco. Tudo bem, é falta de ritmo. Segundo jogo, uhhhh, quase um golaço. Ok, ele ainda não está entrosado. Terceiro jogo, não faz o gol, mas tranqüilo, ele mostrou que tem garra.

São coisas que ouvimos o tempo todo. Mas a grande verdade é que esse pessoal não é tão bom quanto parece. Souza, artilheiro do Goiás, demorou muito pra finalmente fazer seu primeiro gol, de cabeça. Roni, artilheiro do Atlético-MG dá raiva até de lembrar. Dill, Dimba, Denílson, El Tigre. E uma lista que não pára por aqui. Por que esses artistas da bola não funcionaram no Flamengo?

Simples. Ser artilheiro de time grande, não é fácil. Tem que ter psicológico pra agüentar pressão, agüentar a cobrança de uma torcida que sabe o que é ganhar títulos. Ser artilheiro de um time em que você é o único que faz gol é fácil. Time como o Flamengo até zagueiro sabe fazer gol. Vá ao Google e veja se Goiás e Atletico-MG ganharam o campeonato com seus artilheiros sensações?

Quando chegam ao Maracanã e encaram o urubu, a pessoa treme na base. Pensa em todos os motivos para não falhar. Pensa tanto que falha. Postos à prova como aquele carrinho, sequer aceleram, dá mau contato. Aí você dispensa o cara, ele corre pra outro timeco, e lá ele “volta à sua boa fase”. Cômico.

Esse domingo assisti Flamengo x São Paulo no Morumbi. Portão 11, em pé na cadeira amarela. E vi a primeira atuação de Josiel, sensação do Paraná (leia-se “quase rebaixado para a série C”) que estava num time do exterior. Passou em branco. Marcelinho Paraíba, terceiro ou quarto jogo, perdido em campo. Vandinho, não sabia pra que lado corria. (nota: sinceramente no Vandinho eu acredito, mas tem que mostrar.)

E ainda temos Fernando e Fierro para estrear, mais dois artilheiros promissores. Um da série C e outro estrangeiro. Quando o Flamengo vai começar a analisar realmente a moral do jogador e não só seus números? Eu poderia ser artilheiro do meu time no trabalho, e então poderia jogar no Flamengo? Tomara. Porque o que mais quero hoje em dia, é poder entrar no gramado do jogo e gritar aos atacantes: “Chuta, caramba!!”

 

Fellipe dos Santos, o Phill escreve sua coluna semanal no Flanews, está visivelmente irritado e está cansado de esperar que os atacantes chutem a bola ao gol.