Posts Tagged ‘Futebol Carioca’

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Mais perguntas

05/02/2009

TODAS as perguntas do texto “Perguntas da Nação” são pertinentíssimas!

É inacreditável como um clube com o potencial de gerar renda altíssima como o Flamengo se veja afundado nessa lama. Como pode ser tão bagunçado e ainda ganhar títulos? Ter o retorno que tem em bilheteria?

É certo que esses 200 milhões de passivo do clube pesam, mas só fico imaginando o que esses caras aprontam nos bastidores, se é que vocês me entendem.

Façam um exercício comigo: Perdeu na justiça (mole, mole). Time A ou B vai ter que pagar Tanto ao Fulano. Como terá sido esse acordo? Será que ele vai dividir esse dinheiro depois? Com quem?

É fácil pendurar um papagaio na viúva, que não tem dono e  depois ir receber lá na frente. Quantos negócios não se fazem assim todo dia no futebol? Como os clubes ficam na penúria e as pessoas no entorno enriquecem muito? Porque é interessante manter isso? Porque ninguém dá um basta nisso?

Acho mesmo que a mudança de paradigma para clubes cariocas terá de vir de fora. O que existe lá dentro são sempre as mesmas pessoas explorando o clube. Apodreceu. Não dá mais. Se fossem produtos atraentes, já teriam arrumado comprador ou estariam se auto-gerindo como o São Paulo. Eles simplesmente não querem.

Futebol é o ópio do povo? Não sei, acho que sim.

Certeza mesmo é que é muito mal trabalhado.

Carlos Clark é torcedor do Fluminense e anseia por uma gestão profissional nos clubes de futebol do Rio.

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Agradecimento

23/12/2008

Nessa terça feira, véspera do Natal, o tema é livre. Com o futebol brasileiro em férias e uma quantidade enorme de especulações quanto à dispensa e contratações de jogadores para 2009, o post é liberado para cada leitor deixar sua mensagem, sua opinião, etc…

Aproveite para deixar sugestões para o FLANEWS 2009. Este espaço que tem apenas 5 meses de vida, mas já contabiliza mais de 4000 acessos por mês.

Obrigado a todos os que participaram e que participam. Obrigado aos colaboradores de sempre: Carlinhos Clark, Ricardo Aquino, Marcelo Pucheu, Felipe dos Santos (Phill), Evandro Feltrin, Marcelo Vindicatto, Diego Honorato, Carol Vaz, Lucas Martins, e qualquer um que tenha perdido um tempo respondendo e comentando os textos postados.

Feliz Natal.

Voltaremos a qualquer momento. O FLANEWS não terá “recesso de fim de ano”.

Léo Pereira

Editor do FLANEWS e fanático por futebol.

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É grave a crise

13/10/2008

 

Para mim, o mundo não começou a acabar mês passado, com a crise de Wall Street. Para mim (e para o meu time também) o mundo ruiu numa disputa de pênaltis no começo de julho. A derrota na Libertadores acabou por ressaltar todas as deficiências da diretoria e comissão técnica, mostrando o que a fibra e a categoria do time encobriram por algum tempo. Renato se enforcou sozinho. Meio time saiu, ninguém chegou. Branco, figura decorativa, em sua fatídica viagem à Europa, provou sua total inaptidão para o cargo que ocupa – não vamos comentar o que foi a “estratégia” para ganhar a Libertadores e relegar o brasileiro à última preocupação. Contratações? RÁ! Não podemos contar com a diretoria incompetente da vez, infestada de interesses que não são os reais do futebol. O Horcades, grande boquirroto, dono de  tiradas 100% infelizes. Fantoche de um grupo que se apossou das Laranjeiras. Enfim, agora vamos de Renê Simões. Que seja. Talvez o time esteja precisando mesmo de carinho. Só eles mesmo podem se tirar desse buraco. De qualquer forma, não estamos sozinhos nesta nau dos desesperados.

 

De baixo para cima:

 

O Vasco, que está madurinho para a segunda divisão, quem diria, parece que vai chegar lá pelas mãos do Dinamite, velho sonho de muitos bacalhaus. Depois da glória, o monstrengo Eurico vinha se esforçando para segurar as pontas ao mesmo tempo em que levava o Vasco cada vez mais para baixo. Veio o inocente Dinamite e tentou dar um choque de realidade ao clube. Terminou chocado. Acabou batendo no fundo do poço com Tita e agora com a chegada do Renato, começou a cavar. Candidatíssimos!!!

 

O Botafogo, que se encontrou com Ney Franco, mira forte naquela zona em que nada acontece e vai beliscar sua vaguinha na sul-americana. Tá de bom tamanho. Com a dupla de armandinhos Bebeto & Montenegro sem fazer marola, o que é difícil, as coisas até andam por lá, mas nunca dura muito.

 

Já no Flamengo, o planejamento o levou mais longe que todos no brasileiro. Mexeu pouco no elenco de  2007 para 2008, reforçando-o. Quando teve que vender, mexeu-se rápido e fez um plantel. Parece ter acertado com o Caio Jr. mas na hora H, falhou. E agora, na reta final, parece que vai falhar de novo.  E exatamente nessa hora surge a figura velhusca de Márcio Braga para colocar o tempero que faltava. Deu moral para o patético atlético e hoje ainda me sai com “problemas de vestiários”. Vai dar repercussão.

 

Estamos mal de dirigentes no Rio. Muito mal.

Carlos Clarck é um tricolor apaixonado e designer gráfico e hoje, um desiludido com o futebol carioca. Escreve no FLANEWS a convite da administração.

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ESPAÇO PHILL

09/09/2008

Jogando de igual para igual

Estamos no meio de uma semana muito importante para o Flamengo. Importante porque enquanto você lê essa coluna, a cada minuto, um juiz carimba as burocráticas papeladas de registro de mais um jogador no BID, da CBF.

E alguns desses jogadores estão ali, com nome completo e papel passado na fila de espera para jogar no Mengão. Reforçar o Mais Querido. Levá-lo de volta à primeira – e merecida – colocação.

A cada passo, o Flamengo volta a ter um time. A passos mais largos, volta a ter um elenco. Aquela família que joga por todos e não por si só. Uma característica de só quem joga no Flamengo. Dá uma olhada no São Paulo, dá uma olhada no Santos. Em situações diferentes, claro, mas sofrendo por falta da velha palavra que vence jogos: “entrosamento”.

Quando um time é entrosado não importa se sai José e entra João. Se Luís rende mais que Carlos. Um banco de reservas serve para dar àquela posição antes especificada, a reposição a um jogador que está saindo por qualquer motivo. Mas sem perder a qualidade, sem perder o ritmo.

Muitos times treinam, todo dia, arduamente abaixo de sol e chuva, e pra variar o resultado é sempre o mesmo: titulares vencem reservas. Quando raramente os reservas vencem, então é porque os titulares estão muito mal. Seria como diariamente colocar seu time do coração pra treinar contra o Ceará (desculpe torcedores do Ceará). Você confiaria que seus jogadores realmente entenderam a jogada, absorveram o ensinamento só porque ganharam de 4×0?

O Flamengo começou o ano com um banco invejável. E aos poucos foi perdendo. Luisinho, Egídio, Éder, tiveram de ser mais utilizados. E o time caía em qualidade. Mas agora temos um banco que treinador qualquer gostaria de ter uma dor de cabeça para escalar.

Fiero, Josiel, Sambueza, Fernandão, Fernando, Maxi, Vandinho e outros. Fala pra mim, não soa uma equipe titular de um time de grande expressão? Pois são os reservas que a partir desta semana, o Flamengo poderá contar a cada rodada. Jogaremos sem perder o nível. Os treinos passarão a ser disputados de igual para igual, sem resultados previsíveis.

É o que merece os torcedores do Mengão. Ver um time arrumado, com opções, com qualidade sobrando e transbordando pela calha do clube. Claro que isso é lindo de longe. Resta saber se Kleber Leite conseguirá manter um elenco sempre motivado (leia ‘salários em dia’) e feliz.

A pergunta que fica no ar é: “Se Ronaldo Fenômeno entrar ano que vem no Flamengo, conseguirá a união dos jogadores resistir?” No São Paulo com Adriano, parece que não…

 

*Felipe dos Santos, o Phill, escreve sua coluna semanal no Flanews.

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Adversários que respeitamos (Vasco da Gama)

05/09/2008

 

Rubro negro desde sempre. Na infância, meu grande adversário era o Vasco da Gama… Na década de 80, apesar do Flamengo ter seguidos timaços, o Vasco encarava de igual pra igual o “Clássico dos Milhões”, e me lembro de algumas vitórias memoráveis do clube luso-brasileiro. Lembro bem do gol do Tita, em 87 e mais ainda do gol do Cocada, em 88. Esse era um mulambo qualquer, que tinha como maior adjetivo, ser ”irmão do Muller”. Detalhe que ele entrou no segundo tempo, fez o gol aos 43 e foi expulso numa confusão logo depois.

Alguns momentos de brilho do clube na década de 90, com 2 títulos brasileiros, um legítimo, o outro um tanto quanto discutível (mas isso não vem ao caso). A Conquista da Copa Libertadores em 98 (Com Luizão e Donizete Pantera no ataque… Meu Deus!!!) coroou essa geração. Era a geração de: Felipe, Pedrinho, Juninho Pernambucano e etc… O Vasco possuía jogadores identificados com São Januário, que vestiam a Cruz de Malta e orgulhavam os torcedores nas arquibancadas.

Eis que, a partir de 2000, a coisa desandou… O tri vice-campeonato para o Flamengo, no gol antológico de Dejan Petkovic foi o início do declínio. Outrora vencedor, o Vasco passa a ser conhecido como Vice, perdendo inclusive uma Copa do Brasil em 2006, para o Fla no Maracanã (Com Luizão e Obina no ataque… Meu Deus!!!) Os torcedores reclamam, alguns se escondem, mas os conscientes protestam e pedem a cabeça do ex-deputado, que mesmo extra oficialmente, comanda o clube desde o início da década de 80.

Alguns rubro negros brincam dizendo que o ex-presidente vascaíno, na verdade, é flamenguista. Pois só um flamenguista conseguiria diminuir o Vasco como ele fez. Faz sentido.

No primeiro semestre de 2008, o ex-jogador Roberto Dinamite toma posse no clube após anos de luta na justiça para validar a eleição burlada pela ex-deputado.

Fato é que ha anos, no campeonato brasileiro o clube oscila entre a 10ª e a 18ª posição. O que é muito pouco pra grandeza do clube. Pra nós, rubro negros, o maior sintoma é que não os consideramos mais o nosso maior adversário… Já a algum tempo, Fluminense e Botafogo o suplantaram, transformando o clube de São Januário na quarta força do futebol carioca. Sinceramente, uma pena. Vencê-los sempre foi mais legal do que ganhar dos outros dois.

Ontem, o Vasco perdeu para o Cruzeiro por 3×1, dentro de São Januário. O Edmundo, o elenco fraco e as atuações pífias nos fazem acreditar que será mais um ano alternando posições intermediárias, com alguma chance inclusive de rebaixamento. Lamentável…

Pra relembrar bons momentos vascaínos, vejam o gol do Cocada em 88, na voz do rubro-negro Galvão Bueno.

http://www.youtube.com/watch?v=GgHWPn06zo8

 

*coluna semanal sobre adversários tradicionais do Flamengo.

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ESPAÇO PHILL

02/09/2008

Brincando de Lego

Quem viu o Flamengo nas mãos do Sr. Papai Joel viu que a característica mais forte do time era a união. A união que formava uma família, um grupo de amigos e uma corrente de elos fortes. Tentasse perguntar pro Leo Moura o que o Juan gostava de comer no café da manhã. Perguntasse ao Obina o que o Souza lia para relaxar. Visse com o Ibson que time o R.Augusto escalava sempre no Winning Eleven. Todos se conheciam bem dentro e fora de campo.

E com esse time o Flamengo derrotava os adversários que vinham a frente. Ok, dentro de casa na maioria das vezes, porque era em casa que essa família se entendia. E o Flamengo desse jeito, foi parar em terras estrangeiras, pra disputar a Libertadores mais uma vez. E desse jeito, conquistou a terceira colocação no campeonato Brasileiro (há quem diga que só não lutaram pelo vice pra não ouvir piada de vascaíno).

E com esse mesmo time, o Flamengo começou o ano, o campeonato Brasileiro de 2008 nas mãos de um novo pai chamado Caio Júnior, na primeira desmontagem desse elenco. Joel Santana resolveu galgar ambições infinitamente mais altas treinando uma seleção nacional. Estavam por vir ventos que tremulariam a estrutura desse time que parecia tão à vontade nos gramados flamengos.

Porém Caio Júnior encontrou um time que se auto-treinava. Léo sabia o que fazer na direita. Juan sabia pra quem tocar na esquerda. Souza pra variar fora da área, sabia quando correr, quando meter a cabeça, quando deixar pro Marcinho. Íbson estava bem à vontade armando as jogadas, brincando de jogar bola com Renato Augusto.

A primeira colocação parecia não querer sair da Gávea. Comentaristas que antes criticavam a base titular do Flamengo, agora exaltavam que era o único time que possuía elenco e um banco de reservas invejável. Mas só como de costume, o dinheiro árabe, o fraco poder de decisão da diretoria e a gigante vitrine de jogadores que é o Flamengo não ia deixar isso acontecer por muito tempo.

Aos poucos o time foi se transformando num verdadeiro brinquedo de Lego. Cada peça que foi tirada do time enterrou ainda mais o Flamengo na tabela. Ok, não descemos tanto assim, mas dá uma olhada onde estávamos e onde estamos hoje. 11 pontos atrás do líder??? O ataque deixou de funcionar sem Marcinho, depois sem Souza. O meio campo desandou sem R.Augusto e as improvisações de Caio Júnior começaram a assustar 99,97% da torcida (os outros 0,03% não são flamenguistas praticantes).

E em meio à discursos como “O Flamengo fez um ótimo negócio, conseguimos 10 milhões com a venda de R.Augusto”, o campeonato corria e a gente não tinha peças de reposição. Nenhuma peça de Lego à disposição pra remontar os buracos. Não dava pra chamar de time aquilo que jogava e que perdia tantos pontos. Sem atacante, sem meio-campo e com jogadores assobiando e mascando chiclete ao mesmo tempo.

Demorou mas a cavalaria chegou. Conheço pouco dos reforços que vem por aí. Mas o Flamengo sabe fazer amigos fácil e a família volta a se formar agora, não duvido nada. Até os hermanos são bem vindos. Maxi até ganhou um irmãozinho mais novo. O Lego está completo, as contusões são passado e os registros estão quase todos feitos. Que esse time do Flamengo completo, possa vir a nos dar orgulho de novo.

SRN!

Fellipe dos Santos, o Phill

Rubro Negro, morador de São Paulo, o Phill inaugura seu espaço. Uma coluna semanal que tratará de flamengo, futebol e afins…