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Coluna do Carlinhos

08/08/2009

Ressurreição?

Noite de inverno abafada no Maraca, 12.000 testemunhas do que pode ser o momento da virada. Cheguei para ver o jogo tranquilo no meu canto, mas não resisti à cantoria da Legião Tricolor durantes OS 90 MINUTOS e terminei o jogo rouco. Nota: A Young Flu, outrora uma potência de torcida, está à míngua, meio que deslocada do resto da arquibancada. Parece que o torniquete dos ingressos está funcionando. Em breve o Flu pode ser o primeiro time sem organizadas. Torço muito por isso. O Juizinho, por sua vez, bem fraco, digno do embate entre lanternas, conduziu o jogo como quis, invertendo faltas mas acertando nos pênaltis. Irritou mas não comprometeu.

Não chegou a ser uma exibição de gala, mas houve muita luta. O que o Fluminense apresentou ontem já seria uma prévia do estilo de jogo “segundona”, com muita raça e um tantinho assim de técnica, o suficiente para estraçalhar o Sport. Aliás, um adendo. O Péricles “Mamusca” vai ter bastante trabalho, pois o Sport é um time desfigurado, desarticulado, que sequer ofereceu resistência. Por isso, não nos deixemos levar pela diferença de gols ou pelo acachapante domínio. O resultado de ontem foi apenas o atestado de indigência da parte final da tabela. Não ganhamos nada, não fizemos nada. Foi apenas um pequeno passo em direção à alforria, nada mais. Continua tudo dificílimo, o Fluminense precisa pular de uma média de 20% de pontos conquistados para mais de 50% até o fim do campeonato. Continuo com os dois pés atrás.

Ao jogo. No 1º tempo, domínio amplo geral e irrestrito, com o trio Roni (céus!), Kieza e Conca em noite de toques e deslocamentos, fazendo ultrapassagens que antes não seriam possíveis no tricolor, por pura perebice e burrice. Envolventes, foram criando as chances que aos poucos iam sendo convertidas. O tal de Kieza, raçudo, objetivo e com alguma técnica, fez uma partida mil vezes melhor que qualquer uma que o badalado Fred  tenha feito com a camisa do Flu.  Roni e Conca armavam as jogadas com extrema lucidez e apareciam para conferir na frente. Pela primeira vez no ano o time conseguiu armar contra-ataques perigosos. A zaga por sua vez mostrou-se segura contra o fraco ataque do Sport. A nota destoante foi mais uma vez o Wellington Monteiro, que não acertou nada o jogo inteiro. Como erra passes a criança. No 2º tempo, o Sport deu o seu último gás mas sucumbiu aos contra-ataques e levou mais 2. Ficou de bom tamanho.

Fora das quatro linhas, o circo está armado: temos o Crupiê, a baleia Horca, o Padeiro, o Churrasqueiro e agora o Boneco de Marshmallow está de volta. Que trupe, senhores!

Carlos Clark é tricolor doente e num espasmo de esperança e ócio não remunerado foi testemunhar o Choque das Lanternas. Sabe que ainda falta muito. Ou quase tudo.

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