Archive for outubro \27\UTC 2008

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O Retorno dos Língua-solta: Os Sinceros

27/10/2008

 

“Tenho clubes mais interessantes que o Flamengo.” (empresário de Diguinho)

“Assim como o Flamengo vai torcer pelo Fluminense, nós também vamos torcer pelo Fla quando ele enfrentar times que estão perto da degola.” (Washington, do Botafogo)

“Não é uma opção, mesmo que ele (Ronaldo Fenômeno) recupere a forma física. Fico surpreso que ele fale do Manchester City, mas eu não o quero aqui. É minha decisão. A porta está fechada para ele.” (Mark Hughes, técnico do City)

“Torcer para o São Paulo? Nem f…! Esse é um inimigo mortal. Me nego a torcer. Na verdade, eu não gosto de nenhum dos cinco primeiros: do Cruzeiro eu não gosto porque sou atleticano, do Grêmio muito menos. E o Flamengo eu odeio!” (Vampeta, aposentado, agora torcedor)

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Atropelamento verde

27/10/2008

 

Não teve choro nem vela, o Fluminense não tomou conhecimento do Palmeiras e passou o carro por cima. Não foi uma vitória de destaques individuais, mas uma vitória da aplicação, da raça, da consciência tática e aplicação coletiva. Orgulho de ser tricolor.

 

Levando para o Maracanã o que foi treinado durante a semana nas Laranjeiras, assistimos a um time aplicado, compacto e acima de tudo, com atitude para vencer. Parece que os dias negros da ressaca da Libertadores estão ficando para trás. René Simões vai aos poucos organizando o que era pura bagunça, puro nervosismo. Ainda vai ser eleito o técnico-revelação do campeonato.

 

Começa o jogo e o Flu domina o meio-campo, não permitindo que o Palmeiras desça ao ataque. A jogadinha deles, a chegada ao ataque trocando passes pelo meio e pelos lados do campo foi completamente anulada. Começamos a roubar bolas importantes no meio. Restava ao tricolor acertar a pontaria. O primeiro gol veio numa jogada de antologia em cobranca de falta de Carlinhos, com Washington fazendo uma autêntica finta de meio de rede, enganando Marcos. Não adiantou a reclamação alvi-verde. 1 x 0.

 

O Palmeiras foi perdendo o controle da situação e os 30.000 tricolores começaram a empurrar o time. Em jogada de bate-rebate, gol contra. Nesse momento os paulistas se descontrolam e na arquibancada tive a sensação de que o terceiro gol era iminente. Na jogada mais bonita do jogo, bola trabalhada cai no pés de Jr. César. Belo gol e adeus Palmeiras.

 

No segundo tempo, o Flu se segurou e garantiu com tranquilidade a vitória maiúscula. Não tem mais tabu, não tem o bicho-papão Luxemburgo e pelo menos essa semana não tem a fatídica zona. Sem grandes destaques individuais, mais uma vez fica clara a regularidade em alto nível de Thiago Silva e Conca. Esses garotos jogam muito. E méritos para Fabinho, um leão, que teve ontem o nome gritado pela torcida. Inédito.

 

 

 

O único detalhe triste do jogo foi constatar que o time do Flu tem nível para brigar de igual para igual com o G5 e no final, estamos amargando esta rabeira. Que venha agora o time do bisonho Mário Sérgio… Floripa só me traz boas lembranças!

Carlos Clark é carioca, fanático por futebol e torcedor do Fluminense. Colabora com o FLANEWS com notícias e impressões do clube Tricolor carioca.

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Ele esta voltando , cuidado!

27/10/2008

 

Em pleno sábado de tarde , entre uma cerveja e outra , o papo de futebol rolando e tenho uma noticia de uma fonte que o ex-deputado não está parado no ramo do futebol. A fonte me confessou que ele está se infiltrando em um clube pequeno do Rio de Janeiro para continuar com seu “mandato” que ele mesmo se elege.

Que clube é esse ? Aqui vai uma dica. O tecnico atual de seu ex-clube terminou a carreira lá.

Marcelo Pucheu

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Futebol dos pampas

26/10/2008

Busquei no dicionário a definição para a palavra craque: jogador famoso por sua destreza, pessoa eximia em qualquer ramo ou atividade. Invariavelmente, em se falando da grande jornada esportiva do Inter na noite de quarta 22 de outubro devemos falar de Alex o grande camisa 10 do colorado, passou por ele as grandes jogadas e com duas bombas de fora da área o Internacional venceu o Boca e com isso leva uma grande vantagem para o jogo da volta em Buenos Aires no dia 06 de novembro.

Seguindo a definição do dicionário podemos afirmar que Alex é craque? Na minha opinião sim, Alex é jogador diferenciado, chama o jogo para si, resolve nos momentos em que o craque tem que aparecer, à noite de quarta ficará na memória dos 40.000 colorados que compareceram ao Beira-rio, como a noite em que talvez o único craque em atividade no futebol brasileiro tenha calado o Boca.

Enquanto isso na noite de quinta o Grêmio, mesmo sem mostrar um futebol convincente, conseguiu derrotar o Sport e segue líder do campeonato, o técnico Celso Roth contou com a volta do meia Theco e alterou o esquema tático para o 4-4-2, para que pudesse acomodar os meia que voltava de suspensão e a revelação gremista Douglas Costa, por falar no guri até jogou um bom primeiro tempo, mas sucumbiu a marcação adversária no segundo tempo.
Agora o tricolor gaúcho colocou pressão em seus adversários diretos, ou palmeiras e cruzeiro vencem seus jogos ou o tricolor abrira 4 pontos em relação a ambos. Nota para o São Paulo que até sábado é o novo vice-líder.

Falando em futebol gaúcho não posso deixar de dar os parabéns ao xavante (Brasil de Pelotas), pela brilhante campanha na série c, na noite de quarta ganhou do campinense com uma sonora goleada de 4 x 0, vale lembrar que o xavante não conta com um grande patrocínio e a federação gaúcha não esta apoiando o time, suas viagens são patrocinada pela sua fanática torcida, parabéns xavante!!! O Rio-grande torce para que tenhamos mais um time na serie b no ano que vem.

Evandro Feltrin é um colorado fanático e escreve sobre o futebol gaúcho no FLANEWS.

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Primeira batalha vencida

25/10/2008

Começo este texto incentivando todos os vascaínos: vamos acreditar. A vitória de quarta-feira diante do Goiás no Serra Dourada não nos tirou da zona de rebaixamento, mas mostrou que é possível, sim, sair da situação em que nos encontramos. Se não temos a técnica nem a qualidade que gostaríamos, ao menos vimos um time que, jogando com vontade e garra, pode nos levar às vitórias que precisamos nessa reta final.

Assim como no jogo do último domingo, o Vasco jogou melhor que seu adversário, mas desta vez saiu merecidamente com os 3 pontos. E teve ainda um Edmundo que a torcida não via há muito tempo, talvez em uma de suas melhores partidas desde que retornou à Colina. Teve técnica, espírito de luta, liderança e muita competência tanto para marcar o primeiro gol, num rebote do goleiro do time goiano, quanto para converter o pênalti que selou a vitória vascaína. Edmundo foi aquele jogador que o time de jovens do Vasco precisa que ele seja. Se dosar suas energias, como fez para esta partida ficando dois jogos de fora, o Animal pode ainda voltar a ter ótimas atuações.

O mais importante deste jogo, além das boas exibições de jogadores essenciais para o time, como Edmundo e Alex Teixeira (que finalmente deixou de lado o seu costumeiro cai-cai, para jogar com velocidade e objetividade), foi ver que o Vasco soube se recuperar dentro da partida depois de sofrer o empate. Sei que depois do segundo gol goiano, muitos torcedores pensaram que veríamos novamente os 3 pontos escaparem, mas o tempo para o desânimo foi curto. O terceiro gol logo veio, e a partir daí o Vasco dominou um assustado Goiás, que provavelmente não imaginava que o time carioca fosse demonstrar tanta vontade. O quarto, de pênalti, serviu apenas para confirmar a vitória.

Não sei se vale a pena destacar negativamente alguma atuação, pois a maior parte do time esteve bem, inclusive o técnico Renato, a quem podemos atribuir esse novo gás no ânimo dos jogadores. E nada além disso. Os problemas na defesa continuam, ainda que, nesta partida, ela tenha comprometido menos. Fernando esteve bem, e terminou a partida tendo cometido apenas uma falta, e, para a nossa sorte, desta vez Jorge Luis não fez nenhuma grande lambança, o que já é uma vantagem.

O próximo jogo será contra o também ameaçado Atlético Paranaense, em São Januário. Não podemos nem pensar no empate, pois qualquer tropeço, agora, será definitivo para selar nosso destino. Se mantivermos até o final do campeonato a mesma disposição que demonstramos nas últimas 3 partidas, com um Edmundo cheio de gás e Leandro Amaral de volta ao time, a recuperação não será impossível. E agora, com a sorte voltando para o nosso lado, posso acreditar que dependemos unicamente de nossa grandeza e força.

Carol Vaz é diretora de arte, carioca e uma torcedora apaixonada pelo Clube de São Januário. Escreve sobre o Vasco da Gama no FLANEWS a convite da Administração.

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Eu sou Goiás Esporte Clube, eu sou Goiás…

24/10/2008

 

Não vou falar sobre a derrota de ontem – mais que normal sendo que o time Esmeraldino nada mais pode fazer no campeonato, a não ser confirmar a melhor campanha do segundo turno – grande coisa.

Vou falar do sentimento de se Esmeraldino que se confunde com a goianidade de um cidadão.

Uma coisa que muitas pessoas que nasceram fora do eixo Rio-São Paulo tem grande dificuldade de entender é: como pode uma mesma pessoa ser apaixonada por dois times ao mesmo tempo?

É inexplicável, mas nem tanto.

Racionalmente falando, por exemplo, temos tantos flamenguistas no interior do Brasil – em Goiás só dá Urubu – pois na década de 50, 60 e 70 era a Globo – RJ que transmitia os jogos para estes Estados. Não é atôa, que não temos uma torcida gigante do Santos fora da baixada, mesmo tendo Pelé jogado nele, por exemplo. Eram transmitidos, basicamente, jogos envolvendo times cariocas.

Mas todos sabem que quem fala alto mesmo é a emoção, e uma delas é o orgulho.

Seja o orgulho do seu time preferido ou do seu Estado de origem e, é aí, bem neste ponto, que o coração acha uma brecha e acolhe um dos times que representa seu Estado dentro dele.

No meu caso eu poderia ser Vila Nova, mas não. Resolvi me apaixonar pelo vitorioso Goiás Esporte Clube. Talvez não tanto quanto um Flamengo, Palmeiras, Vasco ou Cruzeiro, por exemplo, mas mais vitorioso que o arqui-rival (isto eu garanto!).

O sentimento bairrista que toma os torcedores no Serra Dourada, por exemplo, resume-se no seguinte trecho do hino do Goiás:

O nosso clube é a nossa glória / a nossa raça / nossa gente / nossa história / o amor pela nossa bandeira/ é para nós a maior vitória

É claro que o amor pelos dois times não é igual. Você, é claro, prefere que um seja campeão mais que o outro – caso essa dúvida cruel surja. Porém é bem claro para quem tem esse sentimento duplo, que é o meu caso, que, também citando o hino:

EU SOU GOIÁS! GOIÁS! ATÉ MORRER!

Também…..,

Diego Honorato é publicitário, tricolor e esmeraldino doente. Sabe que existem torcedores que torcem exclusivamente para o time do seu Estado, mas que isso não ajudaria na narrativa acima.

 

 

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Espaço Phill

24/10/2008


Eu vejo o copo meio cheio.

Tem gente que entende o copo como meio vazio. Eu vejo o copo meio cheio. Meio cheio porque agora, mais do que nunca, o Flamengo está de volta à briga pelo título. E veja só você, torcedor flamenguista, algum pouco tempo atrás – dois anos eu diria – você pensava que só nos anos 80 o Flamengo tinha chance de conquistar alguma coisa.

Estamos em pleno ano de 2008, e o Flamengo já teve inúmeras alegrias. Venceu o campeonato estadual. Mais uma vez, aliás. É como chamar seu amigo pra jogar Winning Eleven mesmo sabendo que ele ganha sempre. Logo em seguida chegou às oitavas de final da Libertadores liderando mais uma vez seu grupo como melhor time isolado. Mais tarde, manteve por 10 rodadas a liderança do Brasileirão.

Caiu, como todo time cai, de produção, mas olha que coisa, agora muito mais que antes, o Mengão é citado constantemente como um dos 5 favoritos ao título. AO TÍTULO eu disse, não à Libertadores.

Eu vejo o copo meio cheio porque estamos quase lá. Porque finalmente estamos pensando grande, como a nossa grande torcida merece. Libertadores é ótimo, passagem para o campeonato mais desejado do mundo, no Japão. Mas quando a Libertadores deixa de ser o El Dorado de um time, quando ele pode pensar em algo como um título, é porque as coisas estão funcionando.

Eu não vejo o copo meio vazio, como alguns vêem, que se o Flamengo queria o título então deveria estar em primeiro, segundo lugar. Tem torcedor flamenguista (se é que dá pra chamar de torcedor) que acha que o Fla vai conseguir lutar só pela Libertadores.

E eu vou contar pra vocês, que eu vejo o copo meio cheio porque quero uma coisa apenas. SER HEXA. Colocar uma dor de cabeça pra CBF e pro STJ e pra qualquer outro órgão que apareça, e provar de uma vez por todas que já éramos penta. E nem precisa trazer taça de bolinha, eu quero ver é São-Paulino e Leonino admitindo a derrota. Porque meus amigos, se o Flamengo levar o título esse ano, a Nike, a Olympikus e os 33 milhões de flamenguistas não vão ficar quietinhos… E vai ter bolinha de taça voando pra tudo quanto é lado.

Fellipe dos Santos, o Phill escreve sua coluna semanal para o FLANEWS e espera que sejamos Hexa para ver o circo pegar fogo lá na CBF.