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Espaço Phill

16/09/2008

 

MADE IN TAIWAN

Dia das Crianças, você ganha um carrinho no estilo que você sempre quis. Não tem idade ainda pra dar importância à marca, à origem ou ao preço, simplesmente quer brincar. Você coloca as pilhas, e ele começa uma série de piruetas e voltas impactantes pela sala. Você olha admirado porque você nunca teve um daqueles.

Aí você fica sabendo que seus colegas da escola também tem seus carrinhos e que vivem colocando-os em meio ao asfalto para uma corrida rotineira. O melhor ganha a moral da galera.  Mas eles têm carrinhos de marca, de status. E você leva o seu carrinho, aquele que até então era sensação dentro de casa, seus priminhos menores adoravam quando você o ligava. E ele perde a corrida. Pior, a pilha não funciona, o carro chega na última colocação. Agora sempre que posto à prova de verdade, vive dando pau.

“Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com alguns profissionais que conhecemos é mera coincidência.” ¬¬

Não é de hoje que o Flamengo aposta em sensações de times menores. Jogadores que parecem ter nascido com o traseiro virado pra lua e não cansam de fazer gols. De embalar a torcida, e ganhar o respeito do time. Aqueles sempre escalados pelo técnico, e que quando desfalcam o jogo, o time perde o rumo.

Aí a diretoria pensa: “Achei o novo Zico!” (pausa para o comentário: as pessoas precisam parar de achar os novos Zicos, os novos Casagrandes, os novos Rauls, isso tem acabado com o ego de quem ainda precisa de ajuda pra amarrar as chuteiras).

O cartola vai lá, oferece a grana, mostra a grandeza do clube e traz a “celebridade”. Primeiro jogo com a camisa rubro-negra, passa em branco. Tudo bem, é falta de ritmo. Segundo jogo, uhhhh, quase um golaço. Ok, ele ainda não está entrosado. Terceiro jogo, não faz o gol, mas tranqüilo, ele mostrou que tem garra.

São coisas que ouvimos o tempo todo. Mas a grande verdade é que esse pessoal não é tão bom quanto parece. Souza, artilheiro do Goiás, demorou muito pra finalmente fazer seu primeiro gol, de cabeça. Roni, artilheiro do Atlético-MG dá raiva até de lembrar. Dill, Dimba, Denílson, El Tigre. E uma lista que não pára por aqui. Por que esses artistas da bola não funcionaram no Flamengo?

Simples. Ser artilheiro de time grande, não é fácil. Tem que ter psicológico pra agüentar pressão, agüentar a cobrança de uma torcida que sabe o que é ganhar títulos. Ser artilheiro de um time em que você é o único que faz gol é fácil. Time como o Flamengo até zagueiro sabe fazer gol. Vá ao Google e veja se Goiás e Atletico-MG ganharam o campeonato com seus artilheiros sensações?

Quando chegam ao Maracanã e encaram o urubu, a pessoa treme na base. Pensa em todos os motivos para não falhar. Pensa tanto que falha. Postos à prova como aquele carrinho, sequer aceleram, dá mau contato. Aí você dispensa o cara, ele corre pra outro timeco, e lá ele “volta à sua boa fase”. Cômico.

Esse domingo assisti Flamengo x São Paulo no Morumbi. Portão 11, em pé na cadeira amarela. E vi a primeira atuação de Josiel, sensação do Paraná (leia-se “quase rebaixado para a série C”) que estava num time do exterior. Passou em branco. Marcelinho Paraíba, terceiro ou quarto jogo, perdido em campo. Vandinho, não sabia pra que lado corria. (nota: sinceramente no Vandinho eu acredito, mas tem que mostrar.)

E ainda temos Fernando e Fierro para estrear, mais dois artilheiros promissores. Um da série C e outro estrangeiro. Quando o Flamengo vai começar a analisar realmente a moral do jogador e não só seus números? Eu poderia ser artilheiro do meu time no trabalho, e então poderia jogar no Flamengo? Tomara. Porque o que mais quero hoje em dia, é poder entrar no gramado do jogo e gritar aos atacantes: “Chuta, caramba!!”

 

Fellipe dos Santos, o Phill escreve sua coluna semanal no Flanews, está visivelmente irritado e está cansado de esperar que os atacantes chutem a bola ao gol.

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12 comentários

  1. Grande Phill, a lista é mais extensa: N sei a sua idade, mas vc lembra de Kita? Beijoca?
    Pois é, eles tb foram artilheiros no vitória da Bahia, e na Gávea nada fizeram…
    Faltou Dimba tb….


  2. Nossa Ricardo , voce me fez lembrar do Kita, uma barbudo que usava 10. Me lembro um Fla-Flu disputado no Caio Martins ( Isso mesmo no campo do Botafogo) num domingo de manha. Ele bateu um penalty bizonhamente que devia ate perdar a camisa 10 naquele dia. Onde ja se viu um camisa 10 bater penalty daquele jeito. Lembro de alguns nomes que veio com status e nao deu certo.
    Lucio Bala, veio do Goias com Evandro chaverinho, que jogou ate mais bola que o Lucio. Diziam que o Romario nao gostava do Lucio.
    Lembra do Palhinha , ídolo no Sao Paulo. E a lista e grande, Edmundo, Juninho Paulsta, Valdeir , Alex, Amoroso e cia.. so nao jogaram no Fla.
    Gostava mesmo da época do Gaucho, ( Centroavante) sabia que ia no Maraca e ver um gol dele de cabeca, hoje em dia até um gol do Toró é bem vindo.
    Abraços


  3. Phil, tu tá se superando nos textos, heim…

    Mas, galera. se é pra lembrar de artilheiros estranhos, quero saber quem lembra de um cidadão chamado TOTO?

    Era um loiro alto, que veio de Santa Catarina no final da década de 80… chegou a fazer alguns gols.. era muito ruim.


  4. Caraca, lembro do TOTO, q bos…. de jogador!
    Tb adorava o Gaucho, maraca, gol certo!


  5. Lembro do Toto, usava a 9 , veio do Atletico-Pr. No colegio tinha um moleque que era a cara dele, obviamente o apelido se tranferiu.


  6. o engraçado foi não ver nessa lista nada sobre o melhor ataque do mundo que não rendeu nada quando em 95 esteve a serviço do Flamengo. Ou será que a memória flamenguista é tão curta que já se esqueceu do pífio trio Sávio, Romário e Edmundo?

    Adivinha quem foi o artilheiro do Brasil neste ano? Outro jogador com origem em time “pequeno”: Túlio Maravilha.

    Alguns times preferem se endividar e fazer contratações homéricas…outros preferem revelar alguns dos melhores jogadores que tem passado pelo Brasil….Josué, Danilo, Túlio, Fernandão, Araújo….


  7. completando….será que o problema são os jogadores ou o flamengo é mestre em desensinar os boleiros a jogar?


  8. Opinião de são paulino é foda… sempre arrogante.
    Diego, quanto ao pseudo melhor ataque do mundo, era outra situação e foi falta de sorte não dar certo. Além do mais, quero ver vc negar que algum clube brasileiro nao abriria as portas pra qualquer um dos 3 jogadores.
    OU vc por acaso acredita que o Aloisio foi melhor que o Romario ou o Edmundo?


  9. LEO, Ricardo Aquino, não vou discordar de vocês, até porque o TOTO não jogou nada no Fla, mas na época em que jogou em SC, eu morava lá ( Joinville ) , o cara barbarizou em 2 ou 3 times de lá (figueirense, Criciuma ). Matador, Goleador. Qualquer time naquela época poderia contratá-lo pelo histórico. Se deu mal no Atlético e pior ainda no Mengo. Abs


  10. Claudio, o Aloísio jogou mal no Flamengo…o Romário, que é O ROMÁRIO, o gênio maior da área, nunca ganhou nada no Flamengo….falta de sorte? me diga o nome de um GRANDE camisa nove do Flamengo…algum maior que o Careca ou Chulapa? minha idéia não é cornetar, mas historicamente, nenhum jogador, exceto o Romário (que jogava com a 11 mas é centro avante, o melhor de todos os tempos) consegue jogar com a 9 do Flamengo. e mesmo assim, encantam em outros clubes…aliás, agora eu vou cornetar, me diga o nome de UM GRANDE CRAQUE Flamenguista pós Zico. Um antes também, por favor.


  11. Diego, vou te responder…

    Sobre o centroavante, na minha opinião o Romario foi o melhor do Flamengo nos ultimos 20 anos. Antes dele, o Bebeto foi bem também… E o Gaúcho apesar de fraco tecnicamente, era ídolo da torcida. (Meio como o Aloisio no SP)

    Sobre craque flamenguista, citarei apenas 1.
    O Sr. Leovegildo Lins da Gama Júnior, ou simplesmente Júnior.

    Antes, posso citar 2: Leonidas da Silva e Zizinho.


  12. tá aí um cara consciente!
    gostava do Júnior também…o Diamante Negro só conhecia como ídolo tricolor…
    abraços!



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