Amor ao Tricolor
Nas peladas, eu sempre preferi jogar pelo time mais fraco. Me dava motivação para jogar com mais vontade, mais intensidade. Para que o sabor da vitória fosse ainda mais gostoso. Detesto ser o favorito.
Não foi isso que me levou a torcer pelo Flu, mas as façanhas dos “timinhos” tricolores, com seu jogo solidário e de muita garra, foram me encantando com o passar dos anos. Quanto maior o desafio, mais fundo cala o sentimento de ser tricolor. E a torcida, ah… ainda mais depois de 2006, quando houve uma nítida mudança de comportamento, fielmente retratado na calorosa recepção ao time ontem à noite no aeroporto Tom Jobim. Os amigos foram, eu não pude. Só de ver o vídeo me emocionei.
Comentário de um que esteve ontem lá, que eu subscrevo inteiramente: “Quando fui ao banheiro, um desavisado comentou com outro: ‘Porra, imagina se tivessem ganho’. Eu respondi que, se tivesse ganho, eu não estaria ali. É difícil um terceiro entender esssa paixão que vem de dentro, este sentimento verde branco e grená”.
Não quero os jogos fáceis. Apesar de simpático, não quero jogar contra o Olaria. Quero jogar contra São Paulo, Flamengo, Cruzeiro… porque o lugar do Fluminense é entre os grandes, sempre calçando as sandálias da humildade. Deixemos o oba-oba e a falação desmedida para outro endereço, vizinho ao Jockey.
Sobre o jogo de Quito, pouca coisa. Só vi heróis com a camisa tricolor, com as pernas arqueadas e fraquejantes, os pulmões sôfregos tentando puxar o oxigênio para dentro. Como disse o Professor Turíbio Leite de Barros, um dos maiores nomes da fisiologia do esporte: “Jogar na altitude de Quito é DESLEAL”. Francamente? Se eu sou jogador da LDU, teria vergonha de comemorar efusivamente. Por bater no mais fraco? No desabilitado? Como se a altitude não existisse ou influenciasse? A altitude é um doping “reverso”, que desabilita os adversários. Contra um bom time como esse da LDU é quase covardia. Mas, regras aceitas, jogo jogado.
Quarta-feira vou lá para aplaudir um dos mais corajosos times tricolores em todos os tempos. Não importa se daqui a um mês ele não existir mais. Não importa se a maldita LDU levantar o caneco. Não importa se o Flu cair. Ganhar um título é um mero detalhe quando o Fluminense entra em campo. Eu tenho orgulho deste time, na vitória ou na derrota.
Domingo é a nossa vida e na quarta vou com vontade redobrada, para fazer história.



Saindo um pouco dessa “polêmica”; será lindo o duelo entre o Ronaldo e Adriano, não?! Dois times grandes e com garras que prometem uma bela partida, espero que assim seja!












Pode-se dizer que o Vasco foi o que mais brincou de estilista no campeonato Brasileiro da série B. Logo no começo do ano, em parceria com a Champs, o clube cruzmaltino apresentou à sua torcida o que seria seu novo uniforme para a temporada. Tentou introduzir de leve uma opção que considerava “mais moderna”. Causou e não causou pouco. As polêmicas giravam em torno do estatuto do clube porque distorcia a faixa que o Vasco sempre carregou no peito. Curiosamente o segundo uniforme sequer apresentava uma faixa de destaque. Ousadias à parte, a camisa foi mesmo lançada mas não durou muito. Por estratégia, o uniforme tradicional também estava disponível para ser usado imediatamente.
Ao fim do campeonato, na 35º rodada, numa partida contra o Campinense, o time resolveu presentear a torcida com uma peça em homenagem à volta para a Série A. Mais uma vez, alguma mão santa resolveu brincar com o layout da faixa e a colocou na vertical. De alguma forma, talvez por conta da alegria do acesso á elite, a camisa dourada e preta, fabricada sob tecnologia de ponta, foi campeã de vendas.